Exportações crescem 18% na média diária e reforçam saldo positivo do Brasil
Média diária das vendas externas avança até a terceira semana de janeiro, com superávit de US$ 3,8 bi na balança comercial
247 - O comércio exterior brasileiro iniciou o ano com desempenho positivo, impulsionado pelo crescimento expressivo das exportações. Até a terceira semana de janeiro de 2026, o país acumulou um superávit de US$ 3,8 bilhões na balança comercial, resultado da diferença entre US$ 14,98 bilhões em exportações e US$ 11,2 bilhões em importações.
Os dados constam no balanço comercial preliminar divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A comparação considera a média diária das operações até a terceira semana de janeiro de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.
Superávit marca o início do ano no comércio exterior
Apesar do resultado positivo no acumulado do mês, a terceira semana de janeiro apresentou um desempenho pontual negativo. No período, as exportações somaram US$ 5,1 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 5,4 bilhões, o que gerou um déficit semanal de US$ 244 milhões. Ainda assim, o saldo geral permanece positivo, refletindo a força das vendas externas ao longo das primeiras semanas do ano.
Exportações avançam e importações recuam
Na comparação entre as médias diárias, as exportações cresceram 18%, passando de US$ 1,15 bilhão em janeiro de 2025 para US$ 1,36 bilhão em 2026. As importações, por sua vez, recuaram 2,6%, com a média diária caindo de US$ 1,04 bilhão para US$ 1,02 bilhão no mesmo intervalo.
Com isso, a corrente de comércio, que reúne exportações e importações, atingiu média diária de US$ 2,3 bilhões até a terceira semana de janeiro. O saldo médio diário foi de US$ 341,51 milhões, representando crescimento de 8,2% em relação a janeiro do ano passado.
Indústria extrativa lidera crescimento das vendas externas
A análise setorial revela que o avanço das exportações foi sustentado por todos os principais segmentos da economia. A indústria extrativa apresentou o maior crescimento, com alta média diária de US$ 108,39 milhões, equivalente a um avanço de 32,6%.
A agropecuária também teve desempenho relevante, com aumento de US$ 28,54 milhões na média diária, crescimento de 16,6%. Já os produtos da indústria de transformação registraram elevação de US$ 69,99 milhões, o que corresponde a alta de 10,9%.
No sentido oposto, as importações apresentaram queda em todos os setores analisados. A indústria extrativa teve redução de US$ 4 milhões, recuo de 8%. Na agropecuária, a diminuição foi de US$ 7,29 milhões, equivalente a 26%. Já os produtos da indústria de transformação registraram retração de US$ 16,23 milhões, ou 1,7%.


