Pedro Uczai critica redução de apenas 0,25% da Selic e classifica juros como abusivos no Brasil
Deputado questiona ritmo de queda dos juros e defende revisão da autonomia do Banco Central
247 - O deputado federal Pedro Uczai (PT-SC) criticou a decisão do Banco Central de reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual, mantendo os juros básicos em 15% ao ano. A avaliação do parlamentar é de que a medida é insuficiente e mantém um nível elevado de custo do dinheiro, com impactos negativos sobre a economia brasileira.
Para Uczai, a atual política monetária entra em conflito com as diretrizes adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem priorizado a ampliação do crédito, o incentivo ao investimento produtivo, a geração de empregos e a distribuição de renda. Segundo ele, a manutenção de juros elevados limita os efeitos dessas iniciativas.
Em declaração pública, o deputado classificou o patamar da taxa como excessivo. “Uma vergonha. O Banco Central reduziu somente 0,25% da taxa Selic, a taxa de juros que hoje está 15%. É uma das taxas mais abusivas e criminosas do mundo”, afirmou.
O parlamentar também criticou o que considera falta de alinhamento entre a autoridade monetária e os interesses da população. “Enquanto o governo presidente Lula, com a sua política econômica, incentivo ao crédito, investimento para o setor produtivo, ampliação do emprego e distribuição de renda, o Banco Central deixa uma taxa de juros extremamente abusiva”, disse.
Uczai ainda defendeu alterações na legislação que regula o funcionamento do Banco Central, questionando o atual modelo de autonomia da instituição. “Por isso que a nossa bancada apresentou um projeto de lei para acabar com essa autonomia absoluta do Banco Central. Tem que se subordinar ao Banco Central à democracia, se subordinar à política econômica, se subordinar aos interesses do povo brasileiro e não para uma elite financeira de banqueiros que se beneficiam com essa taxa de juros”, declarou.
Ao final, o deputado reforçou a necessidade de mudança na atuação da autoridade monetária. “Nós queremos um Banco Central a serviço do povo brasileiro, do desenvolvimento do nosso Brasil”, concluiu.


