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Petrobras amplia presença na Bacia de Campos com aquisição de participação em bloco exploratório

Companhia compra 50% do bloco Itaimbezinho em parceria com a Equinor e reforça estratégia de expansão das reservas de petróleo e gás

Visão aérea de uma plataforma da Petrobras na Bacia de Campos, a P-52 (Foto: REUTERS/Bruno Domingos)
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247 - A Petrobras anunciou a aquisição de 50% de participação no bloco exploratório Itaimbezinho, localizado em águas offshore da Bacia de Campos, uma das mais importantes províncias petrolíferas do Brasil. A operação foi formalizada por meio de contrato firmado com a Equinor Brasil Energia Ltda. (Equinor).

Segundo informações divulgadas pela Agência Petrobras, a transação fortalece a atuação da estatal em uma região estratégica para o setor de óleo e gás e amplia a parceria já existente entre as duas empresas em projetos desenvolvidos na Bacia de Campos.

Atualmente, a Equinor detém 100% do bloco Itaimbezinho. Com a conclusão da operação, a composição do consórcio passará a contar com a Equinor como operadora, com 50% de participação, e a Petrobras, também com 50%. A Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) seguirá como gestora do Contrato de Partilha de Produção.

A Petrobras destacou que a aquisição permite maximizar sinergias em uma área onde já possui ativos relevantes em conjunto com a empresa norueguesa. Entre os empreendimentos vizinhos estão o projeto Raia e a licença exploratória de Jaspe, considerados importantes para o desenvolvimento das atividades exploratórias na região.

A iniciativa está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia para fortalecer seu portfólio de exploração e produção. De acordo com a Petrobras, a operação contribui para a recomposição das reservas de petróleo e gás natural por meio da exploração de novas fronteiras e da ampliação de parcerias estratégicas no mercado energético.

A empresa também ressaltou que a aquisição foi conduzida em conformidade com seus procedimentos internos de governança corporativa e está em sintonia com as diretrizes estabelecidas no Plano de Negócios 2026-2030.

Além de ampliar a presença da Petrobras na Bacia de Campos, a transação reforça a relevância da atividade exploratória para a indústria de petróleo e gás no Brasil. O país tem buscado ampliar investimentos em novas áreas de exploração para garantir a sustentabilidade da produção futura e manter sua posição entre os principais produtores mundiais de petróleo.

A efetivação da operação ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores. O processo de cessão de participação será submetido à análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A conclusão do negócio está condicionada ao cumprimento das condições precedentes previstas, incluindo as autorizações governamentais e regulatórias aplicáveis.

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