"Tem muita gente que não gosta de mim porque são R$ 400 bilhões para inclusão social", diz Lula
Presidente afirma que recursos para inclusão social desagradam setores ligados à especulação financeira
247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (24) que a destinação de cerca de R$ 400 bilhões para políticas de inclusão social tem gerado resistência em determinados setores. Segundo ele, há grupos que prefeririam ver esses recursos direcionados à especulação financeira.
“Ninguém pode viver de ilusão. É um jogo muito difícil. Tem muita gente que não gosta do Lula porque são R$ 400 bilhões colocados à disposição de políticas de inclusão social. Eles preferiam que ele estivesse à disposição da especulação”, disse Lula, de acordo com o Estadão Conteúdo.
Evento marca transição no Desenvolvimento Agrário
As declarações ocorreram durante a 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário. O evento marcou a despedida do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, que deixará o cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. A secretária-executiva da pasta, Fernanda Machiaveli, deve assumir o comando do ministério.
Críticas ao Congresso e defesa de renovação política
No mesmo evento, o presidente afirmou ter clareza sobre seus aliados e adversários no cenário político. Ele também voltou a criticar a composição do Congresso Nacional e defendeu maior presença de trabalhadores e mulheres na política institucional.
“Precisamos evoluir politicamente. Precisamos pensar bem, preparar e lançar mais gente. Precisamos lançar mais trabalhador para vereador, mais mulher para vereadora, para prefeita. Precisamos começar a ocupar o espaço da política”, declarou.
Apesar das críticas, Lula reconheceu a importância do diálogo com diferentes correntes políticas. Segundo ele, a aprovação de pautas relevantes no Congresso só foi possível por meio de negociações com parlamentares que não são “100% nossos”.
Minerais estratégicos e soberania nacional
O presidente também abordou o interesse de potências estrangeiras nos chamados minerais críticos, considerados estratégicos para o desenvolvimento tecnológico e energético. Lula afirmou que esses recursos pertencem ao povo brasileiro e defendeu que o país avance além da exportação de matérias-primas. Ele citou a criação de um gabinete na Presidência dedicado ao tema, com o objetivo de estruturar uma política nacional para o setor.


