Varejo cresce 0,6% em fevereiro e alcança patamar recorde, aponta IBGE
Alta mensal foi puxada por supermercados e farmácias, segundo IBGE
247 - O varejo brasileiro cresceu 0,6% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísitica (IBGE), refletindo um cenário de desempenho desigual entre setores e estados, com avanços concentrados em áreas essenciais e retrações em segmentos específicos. Com esse desempenho, o setor renova o recorde que tinha atingido no mês anterior para a série histórica, iniciada no ano 2000.
Os dados apontam ainda um crescimento de 0,2% em relação a fevereiro de 2025 e avanço acumulado de 1,4% nos últimos 12 meses, indicando ritmo moderado da atividade comercial no país.
Setores dividem cenário entre altas e quedas
Na análise mensal, quatro atividades registraram crescimento, com destaque para livros, jornais e papelaria (2,4%), combustíveis e lubrificantes (1,7%) e supermercados e alimentos (1,1%). Produtos farmacêuticos também avançaram, ainda que de forma mais moderada (0,3%). Por outro lado, houve retração em segmentos como equipamentos de informática (-2,7%), artigos de uso pessoal (-0,6%), vestuário (-0,3%) e móveis e eletrodomésticos (-0,1%), evidenciando um quadro de equilíbrio entre resultados positivos e negativos.
Comparação anual mostra desaceleração
Em relação a fevereiro de 2025, o crescimento foi de 0,2%, com cinco das oito atividades pesquisadas registrando queda. O segmento de outros artigos de uso pessoal e doméstico apresentou recuo de 5,3%, interrompendo uma sequência de resultados positivos.
O setor de tecidos, vestuário e calçados também registrou queda relevante, de 5,0%, acumulando perdas no início de 2026. Já o segmento de livros, jornais e papelaria caiu 4,1%, mantendo trajetória negativa recente.
Segmentos positivos sustentam resultado
Entre os destaques positivos, o setor de artigos farmacêuticos registrou alta de 2,1% na comparação anual, mantendo uma sequência de crescimento contínuo. O segmento de hiper e supermercados também contribuiu de forma significativa, com avanço de 1,5% nas vendas frente ao mesmo período do ano anterior, sendo um dos principais responsáveis pela sustentação do resultado geral.
Varejo ampliado recua no comparativo anual
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos e material de construção, houve alta de 1,0% frente a janeiro, mas queda de 2,2% em relação a fevereiro de 2025. Os principais impactos negativos vieram das vendas de veículos (-7,8%) e de material de construção (-8,5%), que pressionaram o desempenho geral desse indicador.
Desempenho varia entre estados
Regionalmente, o varejo avançou em 17 das 27 unidades da federação na comparação mensal, com destaque para Paraná, Bahia e Minas Gerais. Já no comparativo anual, Pernambuco liderou o crescimento, com alta de 10,1%, seguido por Acre e Distrito Federal. Em sentido oposto, Amazonas, Pará e Espírito Santo apresentaram as maiores quedas, reforçando o cenário heterogêneo do comércio brasileiro.


