“A disputa de 2026 será marcada por muita tensão”, diz astrólogo Pedro Baldansa
Pedro Baldansa prevê embates duros, conflitos políticos e reeleição de Lula em entrevista à TV 247
247 - O ano eleitoral de 2026 tende a ser atravessado por forte radicalização política, conflitos nas ruas e disputas intensas pelo poder, segundo as previsões do astrólogo, numerólogo e cartomante Pedro Baldansa. Em uma longa entrevista, ele afirmou que o próximo pleito presidencial não será tranquilo, embora veja um desfecho favorável à continuidade do atual governo.
As declarações foram dadas em entrevista à TV 247, em conversa conduzida pelo jornalista Leonardo Attuch. O programa foi gravado na virada do ano, reunindo reflexões sobre espiritualidade, política, eleições e cenário internacional.
Trajetória espiritual e método de leitura
Ao longo da entrevista, Baldansa retomou sua trajetória pessoal e espiritual. Ele relatou ter crescido em uma família diversa do ponto de vista religioso e afirmou que, desde a infância, apresentava uma postura questionadora. “Eu sempre fui uma criança muito questionadora”, disse, ao explicar como passou a estudar diferentes tradições espirituais ainda muito jovem.
O contato com oráculos começou na adolescência. “Com 13 anos de idade eu comprei dois oráculos que eu uso até hoje, o oráculo da deusa e o baralho cigano”, afirmou. Segundo ele, a leitura das cartas deixou de ser um hobby e se transformou em profissão de forma gradual, até a criação do canal no YouTube, em 2017.
Baldansa explicou que se define mais como cartomante do que apenas tarólogo. “O cartomante pode ler qualquer carta. Eu leio tudo”, afirmou, ao destacar que seu método combina intuição, prática acumulada e estudo de numerologia, especialmente a vertente pitagórica.
Política, previsões e acertos eleitorais
Parte central da entrevista foi dedicada às previsões políticas. Baldansa afirmou que acompanha a política de forma sistemática e que, nos últimos anos, aprofundou esse interesse ao ingressar na graduação em ciência política. “Eu pensei: um espiritualista que também será cientista político. Isso é muito diferente”, disse.
Ele destacou acertos anteriores, especialmente nas eleições de 2022, quando afirmou ter previsto resultados de governadores e o desempenho de Lula no segundo turno. Segundo Baldansa, a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro também é uma previsão antiga de seu canal. “Essa é uma das previsões mais antigas do meu canal. Tem cinco anos”, afirmou.
Sobre 2026, o tom foi de alerta. “Vai ser uma eleição com muita briga”, disse, ao projetar episódios de violência política e tensão social. Ele acrescentou que não vê risco de derrota de Lula, mas demonstrou preocupação com disputas internas no campo progressista. “Eu só fico um pouco preocupado com três letrinhas que são o terror da esquerda: ego”, afirmou.
Lula, Moro e o cenário interno
Ao falar sobre lideranças políticas, Baldansa traçou contrastes claros. Sobre o presidente Lula, disse enxergar autenticidade e compromisso social. “Eu não consigo ver da parte dele nenhuma falsidade. Eu vejo tudo genuíno”, afirmou, destacando o combate à fome e às desigualdades.
Em relação ao ex-juiz e senador Sergio Moro, o tom foi oposto. Baldansa afirmou que não vê um futuro político promissor para ele. “O próprio partido dele vai dar uma rasteira nele”, disse, prevendo isolamento político e desgaste crescente ao longo dos próximos anos.
Estados Unidos e cenário internacional
A entrevista também abordou a política internacional. Baldansa voltou a afirmar que Donald Trump não concluirá o mandato por problemas de saúde. “A previsão mostra que ele não conclui o mandato”, afirmou, citando questões neurológicas e cardiovasculares.
Ele também comentou a guerra na Ucrânia, prevendo um acordo forçado e perda territorial ucraniana, além de um mundo cada vez mais multipolar, com maior protagonismo da China. “Não vejo uma terceira guerra mundial agora”, disse, ao afastar cenários de colapso global imediato.
Um ano de conflito e decisão
Ao final da entrevista, Baldansa reforçou que 2026 será um ano decisivo, marcado por disputas duras, mas também por definições importantes. Para ele, o maior risco não está apenas nos adversários políticos, mas nos erros internos. “Se desperdiçar por conta do ego, já era”, alertou, ao se referir às forças progressistas.
A previsão, segundo ele, aponta para continuidade no comando do Executivo, mas com um caminho marcado por enfrentamentos intensos e um ambiente político ainda mais polarizado no país. Assista:



