“A Globo está mancomunada com a Lava Jato para tirar Lula”, diz Tony Garcia
Empresário afirma que forças lava jatistas seguem ativas, critica blindagem a Sergio Moro e cobra desfecho no STF
247 - O empresário Tony Garcia afirmou, em entrevista ao programa Boa Noite 247, da TV 247, que a Operação Lava Jato continua atuando nos bastidores da política e do sistema de Justiça e que seu objetivo central seria desestabilizar o governo do presidente Lula. Segundo ele, o movimento lavajatista estaria novamente articulado, com apoio de setores da mídia corporativa, especialmente da TV Globo.
A entrevista foi no programa Boa Noite 247. Durante uma hora de conversa, Tony apresentou sua leitura sobre a investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), relatou episódios envolvendo a 13ª Vara Federal de Curitiba e fez duras críticas à atuação do ex-juiz e senador Sérgio Moro.
Ao tratar da atual conjuntura, Tony afirmou que o lavajatismo atravessa um momento de reorganização. “As forças da Lava Jato nunca estiveram tão fortes e estão de volta agora”, disse. Para ele, trata-se de uma retomada consciente das estratégias utilizadas no passado, com foco na disputa política e eleitoral.
Segundo o empresário, o primeiro alvo dessa ofensiva seria o Supremo Tribunal Federal. “Eles vão usar toda a estrutura que montaram na Lava Jato para desmoralizar o Supremo”, afirmou, ao sustentar que ataques a ministros da Corte fazem parte de uma estratégia deliberada.
Tony descreveu o grupo que atuou na operação como uma estrutura organizada de pressão. “Eles funcionam como uma milícia. Atacam quem levanta informações sobre o que eles fizeram”, declarou, ao comentar o que considera perseguições contra pessoas e autoridades que questionam a atuação da Lava Jato.
Críticas à Globo e acusação de blindagem a Moro
Um dos eixos centrais da entrevista foi a crítica à atuação da TV Globo. Tony afirmou que a emissora historicamente esteve alinhada à Lava Jato e que voltou a atuar nesse sentido. “A Globo sempre esteve mancomunada com a Lava Jato. Agora, de novo, está mancomunada para tirar o Lula”, disse.
Na avaliação do empresário, a emissora evita qualquer cobertura que exponha Sérgio Moro. “Você não vê a Globo dar uma notícia contra o Moro. Não existe espaço para isso”, afirmou.
Tony levantou ainda uma hipótese para explicar o que chama de blindagem midiática. “Na minha avaliação, a Globo é chantageada”, declarou, acrescentando que o método de coleta de informações teria sido usado no passado justamente para exercer pressão sobre pessoas e instituições.
Busca e apreensão na 13ª Vara Federal
Durante a entrevista, Tony destacou uma ação que classificou como inédita: uma busca e apreensão realizada pela Polícia Federal dentro de uma vara federal em Curitiba. “Foi a primeira vez que a Polícia Federal fez uma busca e apreensão dentro de uma vara federal. Isso não é pouca coisa”, afirmou.
Segundo ele, o episódio foi praticamente ignorado pela grande imprensa e enfrentou resistência interna. “Houve muita dificuldade. Eles não queriam entregar o material. A operação durou horas porque os documentos não estavam onde deveriam estar”, relatou.
Tony afirmou que os materiais teriam sido escondidos em outro local e que só foram localizados após insistência. “As provas estavam em um depósito, não na vara. Só foram apreendidas depois de muita pressão”, disse.
“Caixa amarela” e material sensível
O empresário voltou a mencionar a chamada “caixa amarela”, que, segundo ele, guardaria documentos e gravações sensíveis envolvendo desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Tony afirmou que esse material faz parte do que foi apreendido.
“Tudo o que eu disse que existia, está lá. O material foi encontrado”, declarou, sustentando que as provas confirmariam relatos feitos por ele em entrevistas anteriores.
Ele acrescentou que qualquer retirada ou ocultação prévia de documentos configuraria crime. “Se alguma coisa foi retirada dali, isso é subtração de prova e obstrução de Justiça”, afirmou.
Pressões sobre o STF e expectativa de desfecho
Tony Garcia também comentou os ataques recentes ao ministro Dias Toffoli, relator de procedimentos relacionados ao caso. Para ele, essas investidas têm relação direta com o conteúdo apreendido. “Eles passaram a atacar o ministro porque sabem o que foi recolhido”, disse.
Segundo o empresário, o caso mudou de patamar com a apreensão dos documentos. “Hoje existe um histórico completo sobre como a Lava Jato funcionou. Isso está nas mãos da Polícia Federal”, afirmou, defendendo a quebra do sigilo para que o conteúdo venha a público.
“Faço isso pelos meus filhos”, afirma Tony
No encerramento da entrevista, Tony explicou por que segue insistindo nas denúncias, mesmo após anos de desgaste. “Eu faço isso pelos meus filhos”, disse, ao relatar os impactos pessoais e familiares que afirma ter sofrido.
Ele declarou que não busca revanche política, mas esclarecimento público. “Eu só quero que venha à tona o que realmente aconteceu. Não quero mais nada além disso”, afirmou.
Tony concluiu afirmando que espera uma definição clara da Justiça. “Ou eu estou certo ou estou errado. O que eu peço é que isso venha a público”, finalizou, cobrando um desfecho para as investigações.

