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“A pessoa que foi agredida ali fui eu”, diz Rogério Correia

Deputado afirma que houve fraude na votação da CPMI do INSS e fala do recurso ao presidente do Congresso para anular resultado proclamado

Rogério Correia (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

247 - O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou que a votação realizada na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi alvo de fraude na contagem dos votos e que a confusão registrada após a proclamação do resultado ocorreu depois de uma divergência sobre o placar. “A pessoa que foi agredida ali fui eu”, declarou, ao comentar as acusações de que teria agredido um parlamentar durante o tumulto.

As declarações foram dadas ao programa Boa Noite 247, após a base governista protocolar pedido de anulação da votação junto à Mesa Diretora do Congresso Nacional. Os parlamentares também apresentaram representação no Conselho de Ética do Senado contra o presidente da comissão, senador Carlos Viana, responsável por conduzir a sessão.

Contestação do resultado

Segundo Rogério Correia, o resultado proclamado pelo presidente da CPMI não correspondeu ao número de votos manifestados em plenário. “Foi uma fraude. Se tem alguém culpado disso, o primeiro deles é o senador Viana. Ele fez uma fraude escancarada no resultado da votação”, afirmou.

O deputado relatou que, na deliberação sobre os requerimentos, 14 parlamentares se posicionaram contra a aprovação das matérias, enquanto sete permaneceram favoráveis. Ainda assim, o presidente teria anunciado o resultado inverso. “Fica claro agora nas imagens que nós tínhamos 14 votos e ele sete. Ele proclamou o resultado inverso, dizendo que nós tínhamos perdido”, disse.

De acordo com o parlamentar, a votação ocorreu de forma simbólica, com contagem visual dos parlamentares que se levantaram para manifestar posição. “Essa foi no levanta-levanta. Lá tem 14 em pé e sete sentados. O resultado é nítido”, declarou. Ele acrescentou que as imagens da TV Senado e fotografias foram anexadas ao recurso entregue ao presidente do Congresso.

“Nós levamos essas imagens ao presidente. Ele vai ver o VAR. Quando ele olhar, vai ver que não podia proclamar um resultado diferente”, afirmou, ao defender a anulação da deliberação.

Recurso e representação

Correia informou que a bancada governista pediu urgência na análise do recurso e espera decisão nos próximos dias. “Esse requerimento não pode ter sequência com a votação fraudada. A fraude não pode permanecer”, disse.

O deputado também confirmou que será apresentada representação contra o presidente da comissão no Conselho de Ética. “Proclamar o resultado fraudando, aí não. Ele ultrapassou completamente o limite de qualquer regimento. Nós vamos entrar no Conselho de Ética contra ele”, afirmou.

Confusão e acusação de agressão

Após a proclamação do resultado, houve tumulto no plenário da comissão. Parlamentares da base governista se dirigiram à mesa para contestar o anúncio, e imagens registraram empurrões durante a discussão.

Rogério Correia relatou que tentava dialogar com o presidente da comissão quando foi empurrado por outros deputados. “Foi uma tropa de choque que veio me empurrando. Eu estava conversando com o senador Viana, tentando convencer que ele refizesse a votação”, disse.

Sobre a acusação de que teria atingido um parlamentar, respondeu: “Pode ser que eu tenha de fato atingido na movimentação que fiz, mas nada disso foi no sentido de agressão”. E completou: “A pessoa que foi agredida ali fui eu durante esse processo inteiro”.

Ele classificou as acusações como tentativa de desviar o foco da controvérsia sobre o resultado da votação. “Isso que eles estão arrumando é uma cortina de fumaça para a fraude feita. O que aconteceu foi uma fraude descarada”, declarou.

A decisão sobre o pedido de anulação caberá ao presidente do Congresso Nacional, que deverá analisar as imagens e os argumentos apresentados pela bancada governista.

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