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Entrevistas

"Devemos substituir a política da ganância pela responsabilidade pública", diz Maria do Rosário

"Privatizar serviu apenas para gerar o caos em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul", aponta a deputada ao falar das negligências que levaram o estado a ficar embaixo d'água

Maria do Rosário ajuda na distribuição de donativos no Rio Grande do Sul (Foto: Reprodução/X/@mariadorosario)
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247 - Deputada federal e pré-candidata à Prefeitura de Porto Alegre, Maria do Rosário (PT-RS) falou à TV 247 neste domingo (12) sobre a situação da capital gaúcha e de todo o estado, castigado nos últimos dias por fortes chuvas e enchentes históricas. "A cidade de Porto Alegre não tinha um plano de defesa civil", resumiu a parlamentar ao falar das negligências que levaram a cidade ao cenário que se encontra atualmente. 

"Há duas ordens de responsabilidade na tragédia em curso. A primeira, a partir da destruição das normas ambientais. Tudo isso tem a ver com o 'passar a boiada' da gestão anterior no governo federal e nos governos estaduais. Nos governos Temer e Bolsonaro, houve seis anos de destruição sistemática das florestas e da cobertura verde do Brasil. O Rio Grande do Sul espelhou a política nacional de destruição ambiental. Porto Alegre e outras cidades desmantelaram seus planos diretores", disse Maria do Rosário.

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Tudo fica mais grave, segundo ela, porque "o povo gaúcho vive em regiões de grandes riscos de eventos catastróficos" e, por isso, o assunto não poderia ter sido deixado em segundo plano. "Porto Alegre criou um sistema de diques depois da grande enchente de 1941, assim como 23 casas de bomba, que visam impedir que a água entre na cidade No dia 9, só seis casas de bomba estavam funcionando. Porto Alegre tinha mecanismos de prevenção que não funcionaram por falha de manutenção".

Maria do Rosário apontou também a responsabilidade da política neoliberal pelas enchentes. "O tema ambiental foi manipulado pela ganância e pelo negacionismo. No Rio Grande do Sul, o neoliberalismo se associa diretamente à extrema direita. Enquanto uns trabalham, eles destróem. Devemos substituir a política da ganância pela responsabilidade pública. Privatizar serviu apenas para gerar o caos em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul".

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As falhas no processo de prevenção remontam à gestão do ex-prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), que extinguiu o Departamento de Esgotos Pluviais (DEP). "É possível enxergar na destruição do DEP, o Departamento de Esgotos Pluviais, uma das causas da catástrofe. O mais grave é que o atual prefeito [Sebastião Melo] quer a privatização do Dmae [Departamento Municipal de Água e Esgotos, que incorporou o DEP]". O Dmae, segundo a deputada, vem passando por um processo de desmonte durante a gestão Melo. Para a parlamentar, "a atual gestão de Porto Alegre foi incapaz de fazer o básico, que seria a manutenção das casas de bomba", para garantir que a cidade não ficasse sob as águas.

Sobre a atuação do governo Lula (PT) diante do cenário de crise no Rio Grande do Sul, Maria do Rosário apontou a administração federal como 'líder' no processo de reconstrução do estado e afirmou: "precisaremos de um fundo público para a reconstrução do Rio Grande do Sul, com acompanhamento de toda a sociedade". Coube ao governo Lula, segundo a pré-candidata, fazer o que o governador Eduardo Leite e o prefeito Sebastião Melo não fizeram: "o governo federal estruturou um plano emergencial. Não havia um plano do governo estadual e da prefeitura municipal".

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A deputada também comentou sobre a onda "perigosíssima" de fake news que circula nas redes sociais envolvendo o Rio Grande do Sul e, em geral, a atuação do governo federal. "Há um contraste muito grande entre os que estão salvando vidas e os que estão disseminando mentiras. A solidariedade nos enche de esperança. Mas há uma ação criminosa, que contrasta com a solidariedade. As fake news criam desesperança". Ainda de acordo com Maria do Rosário, é falsa a narrativa de que somente o povo, e não o Estado, está trabalhando no socorro à população gaúcha. "A solidariedade individual é fundamental, mas é só a coletividade que pode nos salvar".

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