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"Homenagem a Lula enfrenta ataques da elite que não aceita heróis do povo”, diz Fabiano Trompetista

Fabiano Leitão afirma que desfile da Acadêmicos de Niterói entrou para a história

"Homenagem a Lula enfrenta ataques da elite que não aceita heróis do povo”, diz Fabiano Trompetista (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

247 - Fabiano Leitão, conhecido como Fabiano Trompetista, afirmou que a homenagem ao presidente Lula no desfile da Acadêmicos de Niterói enfrentou ataques de setores elitistas que, segundo ele, não aceitam ver líderes populares retratados como heróis nacionais. A declaração foi dada durante entrevista ao programaBrasil Agora, da TV 247, ao comentar a repercussão do desfile que levou a trajetória do presidente para a Marquês de Sapucaí.

“O Lula era para ter sido homenageado tantas vezes nessa mesma Marquês de Sapucaí e nunca foi. Isso é de uma pressão da elite que não se conforma em ter os seus heróis retratados na avenida. Isso é cultural no Brasil”, afirmou.

Fabiano disse ter saído do desfile “de alma lavada” e destacou que a escola “corrigiu o rumo” do carnaval ao colocar na avenida a história de uma das principais lideranças políticas do país. Para ele, a recepção popular desmontou previsões pessimistas que circulavam antes da apresentação.

“Não houve uma única vaia. Ele foi aclamado”, relatou o trompetista, que também criticou análises que previam rejeição do público e afirmou que parte dessas avaliações veio de setores da própria esquerda que, segundo ele, estariam distantes da realidade popular.

“Infelizmente, na esquerda, tem pessoas absolutamente desconectadas do povo. Porque escola de samba é povo”, disse.

Durante a entrevista, Fabiano ressaltou sua vivência no universo do samba e disse que sempre acreditou na recepção positiva ao presidente.

“Eu sou sambista. Eu conheço o meu povo”, afirmou. Ele também reagiu às discussões sobre possíveis implicações eleitorais da homenagem, criticando juristas e comentaristas que levantaram dúvidas sobre o tema.

“Qual a conexão do governo com a escola de samba? Nenhuma. Zero”, disse.

Fabiano Leitão ainda afirmou que a escola sofreu ataques ao longo dos meses que antecederam o desfile e classificou a situação como inédita.

“Nunca na história desse país uma escola de samba, uma agremiação cultural foi tão atacada”, declarou.

Segundo ele, a polêmica revelou disputas políticas e culturais mais amplas, envolvendo o reconhecimento de lideranças populares na narrativa histórica brasileira.

O trompetista enfatizou a importância das agremiações como expressão da cultura popular.  “Escola de samba é a rainha da cultura brasileira”, afirmou.

Ele também elogiou dirigentes e trabalhadores da agremiação, destacando a mobilização para colocar o enredo na avenida. “Sejam Acadêmicos de Niterói. Sejam os trabalhadores que enfrentaram muita coisa para fazer essa homenagem”, disse.

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