“O Banco Master revela a engrenagem financeira do bolsonarismo”, diz Fernando Horta
Historiador afirma que investigações sobre Vorcaro, RioPrevidência e aliados expõem estrutura política e financeira criada durante o governo Bolsonaro
247 - O historiador Fernando Horta afirmou que as investigações envolvendo o Banco Master estão revelando uma estrutura financeira que teria sido utilizada por integrantes do bolsonarismo para ampliar influência política e movimentar recursos públicos. Em entrevista ao programa Brasil Agora, da TV 247, Horta relacionou os desdobramentos do caso a práticas iniciadas ainda durante o governo de Jair Bolsonaro.
“O Banco Master revela a engrenagem financeira do bolsonarismo”, declarou o historiador ao comentar as investigações que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro, fundos públicos estaduais e integrantes da direita brasileira.
Segundo Fernando Horta, os indícios apontados pelas investigações que na última terça (26) realizou busca e apreensão na casa do ex-governador do Rio nde Janeiro Claúdio Castro (PL) mostram uma articulação entre agentes políticos e operações financeiras ligadas a investimentos públicos de alto risco. O historiador destacou especialmente os desdobramentos envolvendo a RioPrevidência.
Horta citou trechos da decisão do ministro André Mendonça, que aponta suspeitas sobre a atuação de integrantes do governo fluminense e sua relação com Daniel Vorcaro.
“A atuação do ex-governador não se limitou a contatos institucionais, como ele argumentou recentemente, mas envolveu vínculo pessoal estreito com o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, caracterizado por encontros frequentes, inclusive em ambientes privados e no exterior”, destacou o historiador ao citar a decisão.
Fernando Horta afirmou que as investigações apontam para mudanças na direção da RioPrevidência antes de aportes financeiros bilionários no Banco Master. Segundo ele, alertas técnicos teriam sido ignorados durante o processo.
O historiador também relembrou episódios envolvendo pressão política sobre áreas técnicas de bancos públicos durante o governo Bolsonaro.
“Esse modus operandi, essa forma de montar essas negociatas, surge lá atrás no governo Bolsonaro”, declarou.
Segundo Horta, o ex-presidente Jair Bolsonaro chegou a criticar publicamente técnicos de bancos que se posicionavam contra operações financeiras semelhantes às investigadas atualmente.
O historiador afirmou ainda que a investigação pode atingir outras lideranças políticas próximas ao bolsonarismo.
“As grandes apostas são quem vai ser preso primeiro, Cláudio Castro ou Ibaneis Rocha?”, disse, referindo-se ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.
Ao comentar os efeitos políticos do caso, Fernando Horta afirmou que o escândalo pode acelerar o desgaste do grupo político ligado a Jair Bolsonaro.
“A família Bolsonaro está ali na beirinha do precipício esperando apenas mais um escândalo para cair ela inteira”, afirmou.



