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"Tarcísio é um tigre de papel", diz Guilherme Boulos

Ministro aponta aumento da conta de água, risco de racionamento e falhas na segurança como pontos fracos da gestão paulista

Guilherme Boulos (mais destaque) e Tarcísio de Freitas (Foto: Zeca Ribeiro - Agência Câmara I Governo de SP)

247 - O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse que o governo de São Paulo, de Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem fragilidades estruturais e resumiu sua avaliação em uma frase direta: “O Tarcísio é um tigre de papel”.

A declração foi feita durante entrevista ao canal Barão de Itararé, que controu com a particpação de jornlistas da mídia progressista, incluindo a jornlista Dhayane Santos, do Brasil 247.

Boulos argumentou que a aprovação do governador estaria apoiada em uma base conservadora tradicional do estado, mas não refletiria resultados concretos de gestão. Segundo ele, há problemas sensíveis que devem pesar no debate eleitoral, especialmente a privatização da Sabesp.

“A promessa dele reiterada na televisão, gravada em vídeo, ele diz que não ia aumentar a conta de água”, lembrou. Em seguida, descreveu o cenário atual: “O que aconteceu? Em um ano de privatização, aumentou a conta de água e São Paulo tá sofrendo um pré-racionamento de água”.

“As comunidades estão depois das 5 da tarde, com a torneira seca”, denunciou. Para ele, o tema deve ser central na disputa política estadual. “Isso é um calcanhar de Aquiles e que isso vai ter que ser tratado na campanha eleitoral”, declarou.

Outro ponto levantado pelos jornlistas foi a segurança pública. O ministro defendeu que o debate não seja monopolizado pela retórica da direita e lembrou que a responsabilidade hoje é dos governados estaduais. “Vamos fazer esse debate. Quais são os resultados reais em termos de sensação de segurança e de redução da criminalidade da gestão Tarcísio?”, questionou.

Para Boulos, discurso e realidade deve marcar o cenário paulista. “Há uma série de questões que nós vamos conseguir colocando pro povo de São Paulo, debatendo com o povo de São Paulo sobre a mediocridade quando não os retrocessos dos quatro anos de gestão Tarcísio”, completou.

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