“Tarcísio está com alta aprovação e baixo desempenho”, diz Haddad ao criticar gestão de São Paulo
Haddad diz que São Paulo piorou em saúde, educação e segurança apesar de apoio federal e critica gestão Tarcísio
247 - O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou em entrevista ao canal TMC News BR que o governo Tarcísio de Freitas apresenta “alta aprovação e baixo desempenho” e disse que pretende centrar sua campanha na comparação entre os indicadores atuais do estado e os resultados de gestões anteriores.
Haddad declarou que decidiu disputar o Palácio dos Bandeirantes após analisar dados da administração paulista e concluir que houve deterioração das finanças estaduais e dos serviços públicos. Segundo ele, o cenário contrasta com o apoio financeiro concedido pelo governo federal ao estado.
“Quando comecei a estudar tecnicamente o estado de São Paulo, descobri que as finanças estão se deteriorando rapidamente, apesar da ajuda do governo federal. O governo federal renegociou a dívida de São Paulo, financiou obras e, mesmo assim, o estado está numa situação pior do que a herdada do governo anterior”, afirmou.
O ex-ministro também criticou a privatização da Sabesp e disse que houve piora em áreas como saneamento, educação e segurança pública. “Hoje nós temos um serviço de saneamento pior e mais caro com a privatização da Sabesp. A educação regrediu nos indicadores e há insatisfação entre professores, policiais civis e militares”, declarou.
Ao comentar os índices de aprovação do governador paulista, Haddad afirmou que pretende usar a campanha para apresentar dados sobre a administração estadual. “O estado está melhor hoje do que estava quatro anos atrás? A resposta é não. Se eu tiver tempo de apresentar esses dados para a população, nós podemos ter um desempenho melhor do que tivemos em 2022”, disse.
Segundo Haddad, a decisão de disputar o governo paulista ocorreu após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele relatou que inicialmente pretendia continuar trabalhando em propostas de desenvolvimento nacional após deixar o Ministério da Fazenda.
“Eu estava com a cabeça voltada para o Brasil. Queria organizar um plano de desenvolvimento para o próximo mandato do presidente Lula. Mas o presidente me chamou atenção para São Paulo e disse que o governo não estava indo bem”, afirmou.
Haddad também comparou o desempenho econômico paulista com os números nacionais. “São Paulo cresceu 0,5% no ano passado. O Brasil cresceu 2,3%. E isso aconteceu com toda a ajuda do governo federal, com renegociação da dívida e ampliação do financiamento do BNDES”, declarou.
O pré-candidato afirmou que pretende conduzir a campanha focando nos indicadores do estado. “Eu acredito que faço um bem para a democracia ao disputar essa eleição e esclarecer esses pontos de vista. A população precisa olhar objetivamente para a segurança, saúde, educação, infraestrutura e finanças do estado”, disse.
Ao final da entrevista, Haddad afirmou que a eleição em São Paulo deve ser pautada pela discussão sobre a gestão estadual. “Vamos olhar objetivamente o que está acontecendo no estado de São Paulo e perguntar se estamos indo bem ou não. Se tivermos uma resposta construída com informação e seriedade, vamos tomar uma boa decisão sobre o destino do estado”, concluiu.