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Ícone do basquete brasileiro e mundial, Oscar Schmidt morre aos 68 anos

Ex-jogador brasileiro acumulou 49.737 pontos na carreira e marcou época com conquistas históricas pela seleção, incluindo o Pan de 1987

Oscar Schmidt (Foto: Reprodução (Instagram))

247 - O ex-jogador Oscar Schmidt, referência do basquete brasileiro e mundial, morreu aos 68 anos nesta sexta-feira (17), após passar mal e receber atendimento no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em São Paulo. Conhecido como “Mão Santa”, ele construiu uma trajetória histórica no esporte, com 49.737 pontos ao longo da carreira e participação em cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos.

As informações sobre a morte e a trajetória do ex-atleta foram divulgadas a partir dos dados reunidos sobre sua carreira e atendimento médico. Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, Oscar se tornou um dos maiores pontuadores da história do basquete e deixou um legado marcado por conquistas expressivas em competições internacionais.

Ao longo de 25 temporadas como profissional, o ex-jogador alcançou números raros no esporte. Ele aparece como o segundo maior pontuador da história do basquete, atrás apenas de LeBron James, atleta do Los Angeles Lakers. Sua capacidade ofensiva e precisão nos arremessos renderam reconhecimento internacional e o apelido que o consagrou.

Pela seleção brasileira, Oscar participou de cinco Olimpíadas consecutivas, consolidando uma das trajetórias mais longevas entre atletas do basquete mundial. Ele também integrou a equipe que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, em uma vitória histórica por 120 a 115 contra os Estados Unidos.

Outro marco relevante ocorreu no Mundial de 1978, nas Filipinas, quando o Brasil garantiu a medalha de bronze com participação do atleta. Ao longo da carreira, Oscar se destacou pela regularidade em alto nível e pela capacidade de decidir partidas importantes.

Em 1984, o New Jersey Nets, hoje Brooklyn Nets, selecionou Oscar Schmidt no draft da NBA. Mesmo com a oportunidade, o jogador optou por não assinar com a equipe, já que a liga, naquele período, impedia seus atletas de defenderem as seleções nacionais.

Em 2013, o ex-jogador entrou Hall da Fama do basquete de Springfield, em Massachusetts, nos Estados Unidos. Apesar de nunca ter jogadora a NBA, Schmidt recebeu o prêmio de Larry Bird, ex-craque do Boston Celtics.

A morte de Oscar Schmidt encerra a trajetória de um dos maiores nomes do esporte brasileiro, responsável por elevar o basquete nacional ao cenário internacional e influenciar gerações de atletas.

Carreira

O interesse pelo basquete surgiu aos 13 anos, já em Brasília, depois da mudança com a família. Nesse período, recebeu incentivo de Zezão, treinador do colégio Salesiano, que o orientou a buscar o Clube Vizinhança, comandado pelo técnico Laurindo Miura.

Aos 16 anos, em 1974, transferiu-se para São Paulo para atuar nas categorias de base do Palmeiras, conforme relato da Agência Brasil. Três anos depois, em 1977, integrou a seleção juvenil brasileira e conquistou o reconhecimento como melhor pivô do Campeonato Sul-Americano da categoria.

Pela seleção principal, acumulou conquistas importantes, incluindo o título sul-americano e uma medalha de bronze em competições internacionais.

Em 1979, alcançou um dos marcos mais relevantes de sua trajetória ao vencer a Copa William Jones, considerada o mundial interclubes da modalidade. No ano seguinte, participou pela primeira vez dos Jogos Olímpicos, em Moscou.

Ao longo da carreira, disputou outras quatro edições olímpicas: Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996), destacando-se em todas como principal pontuador das competições.

No cenário internacional, teve longa passagem pelo basquete italiano, onde atuou por 11 temporadas, sendo oito pelo Juvecaserta e três pelo Pavia.

Em 1995, decidiu retornar ao Brasil e passou a defender o Corinthians. No ano seguinte, conquistou pelo clube o oitavo título brasileiro de sua carreira.

Depois, atuou por Banco Bandeirantes entre 1997 e 1998, Mackenzie de 1998 a 1999 e Flamengo entre 1999 e 2003.

Durante sua passagem pelo time carioca, atingiu um dos feitos mais expressivos de sua trajetória ao se tornar o maior pontuador da história do basquete, com 49.737 pontos, superando o então recordista Kareem Abdul-Jabbar, que somava 46.725 pontos.

Em 1991, foi incluído na lista dos 50 Maiores Jogadores de Basquete da Fédération Internationale de Basketball (Fiba). Também passou a integrar o Hall da Fama da NBA.

Oscar encerrou sua carreira profissional em 2003, após décadas de destaque nas quadras.

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