A decisão do PT após justiça rejeitar queixa-crime movida contra bolsonarista Jojo Todynho
Partido afirma que declaração da influenciadora insinuou esquema clandestino de pagamento por apoio eleitoral a Lula
247 - O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou recurso para tentar reverter a decisão da Justiça de São Paulo que rejeitou a queixa-crime movida contra a bolsonarista Jojo Todynho. A informação foi revelada pela coluna da jornalista Fábia Oliveira, no Metrópoles.
Segundo a publicação, o partido ingressou com um “recurso em sentido estrito”, instrumento jurídico utilizado para contestar decisões judiciais, com o objetivo de retomar o andamento do processo. Na nova manifestação, a sigla sustenta que as declarações feitas por Jojo durante uma entrevista faziam referência direta ao partido, mesmo sem menção explícita.
A controvérsia tem origem em declarações feitas pela influenciadora no podcast Conversa Paralela, nas quais ela afirmou ter recebido uma proposta de R$ 1,5 milhão para apoiar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições. De acordo com o PT, embora Jojo não tenha citado diretamente o partido, o contexto da fala apontaria claramente para a sigla.No recurso apresentado à Justiça, o partido argumenta que é responsável pelas campanhas eleitorais de Lula e que, portanto, não haveria dúvida sobre quem seria o suposto pagador mencionado pela influenciadora.
Outro ponto contestado pela sigla é o entendimento do juiz responsável pelo caso de que a contratação de artistas e personalidades para campanhas eleitorais é prática comum e não representa conduta desonrosa. Para o PT, a declaração de Jojo não se referia a uma contratação regular, mas a algo irregular ou clandestino.
A sigla destaca, por exemplo, a fala da influenciadora de que a proposta teria sido feita por telefone, “pra não deixar rastro”. Segundo o partido, essa expressão sugere a existência de um esquema irregular de pagamento.
Na avaliação do PT, a declaração teria insinuado a existência de um mecanismo oculto de financiamento para compra de apoio político-eleitoral, o que, segundo o partido, teria potencial para prejudicar sua reputação, honra e credibilidade perante a sociedade.
Por esse motivo, a legenda sustenta no recurso que o caso possui justa causa para prosseguir na Justiça. O partido afirma ainda que a autoria das declarações e a materialidade do fato são claras, motivo pelo qual não haveria justificativa para o encerramento precoce da ação.
Com o pedido, o PT busca que a decisão judicial seja revista, permitindo o recebimento da queixa-crime e a continuidade do processo contra Jojo Todynho.

