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Casal de idosos avalia mudar de cidade após agressão de policial em elevador de condomínio

Vítima afirma que policial aposentado já se envolveu em conflitos com moradores e que episódios anteriores geraram preocupação entre residentes

Policial aposentado é acusado de agressões contra idosos em elevador (Foto: Reprodução)
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247 - Um casal de idosos afirma temer pela própria segurança após ser agredido dentro do elevador de um condomínio no bairro Cidade Alta, em Cuiabá (MT). O caso ocorreu na noite de quinta-feira (11) e foi registrado como importunação sexual, injúria e lesão corporal. As informações são do portal Primeira Página.

Uma das vítimas, um homem de 62 anos, relatou que ele e a esposa não retornaram ao apartamento desde o episódio. Segundo o morador, o casal está em um local provisório por receio de novas agressões do suspeito, identificado como o policial civil aposentado Luciano Testa, de 56 anos.

"Minha esposa não quer mais voltar para o apartamento porque teme pelas nossas vidas. Estamos em um local provisório, por ele ser da Polícia Civil, para que ele não faça nada contra nós", desabafa.

Relatos de conflitos anteriores

De acordo com a vítima, o policial aposentado já teria se envolvido em outros episódios de conflito com moradores do edifício. O homem afirmou que a situação começou após o suspeito acusar um vizinho de ter tocado o seio de sua esposa.

Ainda segundo o relato, imagens das câmeras de segurança analisadas pela administração do condomínio não confirmaram a acusação. Mesmo assim, o policial teria danificado pneus, invadido o apartamento do morador acusado e quebrado objetos no imóvel.

O morador disse que, após esses episódios, muitos residentes passaram a evitar permanecer no elevador junto ao casal ligado ao policial. Ele afirmou que essa postura teria provocado incômodo no suspeito.

"Nesse dia, ele chegou me agredindo verbalmente, com frases homofóbicas, de baixo calão; ele falou que o outro morador era meu namoradinho, questionando por que eu não descia no elevador quando a mulher dele estava, que eu não era homem. Ele queria me levar a um estado em que eu reagisse para ele poder vir para cima de mim", explica.

Agressão registrada no elevador

Segundo a vítima, na sexta-feira (12), ele e a esposa decidiram entrar rapidamente no elevador ao perceberem a presença do policial e de seu filho adolescente no estacionamento do condomínio. A intenção era evitar contato com o suspeito.

"Na hora em que entramos e a porta fechou, estávamos eu, minha esposa e outro morador. Ele colocou a mão para abrir a porta e forçar a entrada junto com a gente. Ele entrou e já foi na minha frente, encostando no peito e me confrontando. Eu pedi: você pode se afastar? Aí ele começou a berrar", conta.

O homem relatou ter sofrido socos e chutes, ficando com dores nas costelas e ferimentos na boca. A esposa também teria sido agredida ao tentar defendê-lo, sofrendo lesões nos braços e nos seios.

Após a parada do elevador, o casal procurou abrigo no apartamento do síndico e, em seguida, registrou ocorrência policial. De acordo com a vítima, o filho do suspeito, um adolescente com Transtorno do Espectro Autista (TEA), presenciou as agressões e ficou em estado de choque.

"Eu espero que a Corregedoria se pronuncie, que os superiores dele se pronunciem. Agora eu estou pensando em mudar de cidade... porque... infelizmente não nos sentimos mais seguros", menciona.

Investigação

Em nota, a Polícia Civil confirmou o registro da ocorrência e informou que o suspeito teria desferido diversos socos na região das costelas e do rosto da vítima. A corporação ressaltou que Luciano Testa é policial civil aposentado e não integra o quadro de servidores efetivos da instituição.

O caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa (DEDCPI), responsável pela investigação. Até a publicação da reportagem original, o suspeito não havia sido localizado nem prestado depoimento.

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