Executivo chileno é preso no Brasil por racismo e homofobia após atacar comissário da Latam (vídeo)
Passageiro chileno foi preso após ser filmado ofendendo comissário de bordo em voo de Guarulhos para Frankfurt
247 - A Agência Nacional de Aviação Civil repudiou a conduta de um passageiro chileno preso sob acusação de racismo e homofobia durante um voo da Latam com destino a Frankfurt, na Alemanha. O caso, registrado em vídeo, envolveu ofensas contra um comissário de bordo e passou a ser acompanhado pela agência dentro de suas atribuições legais e regulatórias.
As informações são do Metrópoles. Segundo a publicação, a Anac divulgou nota pública neste domingo (17), dois dias após a prisão do passageiro, ocorrida na sexta-feira (15), quando ele retornava de uma viagem.
Na manifestação, a agência afirmou que atitudes discriminatórias e agressivas contra tripulantes são incompatíveis com o ambiente de segurança exigido na aviação civil.
“Para a Anac, são inadmissíveis atitudes discriminatórias e agressivas dirigidas à tripulação, especialmente em ambiente operacional, onde a segurança, o respeito mútuo e a integridade física e emocional de passageiros e profissionais devem ser preservados de forma absoluta”, escreveu a agência.
A Anac também informou que acompanhará o caso “no âmbito de suas competências legais e regulatórias” junto à companhia aérea. A agência acrescentou que a apuração levará em conta as “normas da aviação civil”.
O episódio ocorreu durante o embarque em um voo da Latam que partiu de Guarulhos, em São Paulo, com destino a Frankfurt, no domingo (10). De acordo com a Polícia Federal, o crime foi cometido ainda durante o embarque do passageiro.
As imagens feitas dentro da aeronave mostram o homem insultando um comissário de bordo. No vídeo, ele também aparece fazendo gestos imitando um macaco.
A prisão do passageiro, identificado como Maldini no relato original, foi realizada na sexta-feira (15), quando ele retornava de viagem. O caso ganhou repercussão no sábado (16), mas a Anac informou que tomou conhecimento do episódio apenas no domingo (17).
Além da nota de repúdio, a agência lembrou que novas normas mais rígidas para passageiros que adotarem condutas inadequadas em voos entram em vigor em 14 de setembro.
Segundo a Anac, atitudes desse tipo “poderão ser enquadradas na categoria gravíssima, com a aplicação de multa de R$ 17,5 mil e inclusão do nome do passageiro em lista de impedimento de embarque”.
Após a repercussão do caso, a empresa chilena Landes, empregadora do executivo, informou que tomou conhecimento do episódio pela imprensa e decidiu afastá-lo do trabalho.
“A Landes tomou conhecimento, através da mídia, dos eventos ocorridos em 10 de maio em um voo comercial da Latam, envolvendo um executivo da empresa”, diz trecho do comunicado.
O caso segue sob apuração das autoridades competentes. A manifestação da Anac reforça que episódios de discriminação e agressividade em ambiente de voo serão tratados à luz das regras de segurança, conduta e proteção à integridade de passageiros e profissionais da aviação civil.
