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Governo reconhece emergência em Belém e libera acesso a recursos

Governo reconhece emergência em Belém e libera acesso a recursos

Chuvas intensas no Pará (Foto: Bruno Cecim/Agência Pará))

247 - A cidade de Belém, no Pará, teve a situação de emergência reconhecida pelo governo federal, o que permite o acesso a recursos para ações de defesa civil após fortes chuvas que atingiram a região. A medida também contempla o município de Ananindeua, igualmente afetado por alagamentos, ampliando a capacidade de resposta diante dos impactos causados pelo volume extremo de precipitações.

A informação foi divulgada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), com base em portaria assinada pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, e publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (22).

Segundo o governo federal, o reconhecimento da situação de emergência autoriza as prefeituras a solicitarem apoio financeiro para ações como assistência humanitária e recuperação de áreas afetadas. Os pedidos devem ser formalizados por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), que avalia os planos de trabalho apresentados pelos municípios .

Belém foi atingida por chuvas intensas no último domingo (19), com registro de mais de 150 milímetros em menos de 24 horas — volume considerado extremo. O cenário provocou alagamentos em diversos bairros e o transbordamento de rios, levando a prefeitura a decretar estado de emergência.

Apoio técnico e ações emergenciais

Para reforçar o atendimento à população, o MIDR enviou uma equipe técnica da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) ao Pará. Os especialistas atuam diretamente no suporte às administrações municipais, orientando sobre procedimentos necessários no período pós-desastre.

De acordo com o secretário Wolnei Wolff, o trabalho inicial inclui assistência a cidades que ainda não formalizaram o decreto de emergência e apoio na estruturação de planos prioritários.

“A Defesa Civil Nacional já estava em contato com as prefeituras de Belém e Ananindeua e com as defesas civis municipais e estadual. Neste primeiro momento, os técnicos ajudam com orientações gerais aos municípios que também foram atingidos pela chuva e ainda não conseguiram decretar situação de emergência. No caso de Belém, nosso apoio principal é na elaboração dos planos de trabalho, especialmente os que priorizam a assistência humanitária. As pessoas que foram diretamente afetadas precisam da ajuda dos governos federal, estadual e municipal”, afirmou.

O secretário também destacou a próxima etapa de reconstrução das cidades atingidas. “Quando a água começar a baixar, será possível iniciar o levantamento dos danos causados pelas inundações e o quanto das infraestruturas públicas foram destruídas. Nessa fase, começamos a trabalhar no restabelecimento das cidades”, acrescentou.

A atuação federal ocorre em meio a um cenário recorrente de eventos climáticos intensos na região Norte, onde chuvas volumosas frequentemente provocam transtornos urbanos e exigem respostas rápidas das autoridades.

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