Irritado após ser acordado, lutador de jiu-jítsu espanca esposa e filha de seis meses
De acordo com a Guarda Civil Municipal, as agressões começaram após o suspeito se irritar ao acordar com o som da esposa
247 - Um lutador de jiu-jítsu identificado como Renê Roque Zago, de 38 anos, foi preso após agredir violentamente a esposa e ferir a filha do casal, uma bebê de seis meses, em Piracicaba, no interior de São Paulo. O caso ocorreu na última segunda-feira (20) e foi divulgado pelo portal Metrópoles.
De acordo com a Guarda Civil Municipal, as agressões começaram após o suspeito se irritar ao acordar com o som da esposa conversando ao telefone com a mãe. A situação evoluiu rapidamente para um episódio de violência extrema dentro da residência da família.
A vítima foi socorrida em estado de choque e apresentava ferimentos graves, especialmente na cabeça. Informações ligadas ao caso apontam que ela teve a cabeça arremessada contra uma porta, sofreu perfuração em uma das mãos com uma chave e recebeu diversos socos no rosto. Durante as agressões, um dos golpes acabou atingindo a filha do casal, que estava no colo da mãe.
Além da violência física, o suspeito também teria feito ameaças graves. Segundo relatos, ele chegou a dizer que jogaria a esposa e a criança do segundo andar do imóvel. A situação só não teve consequências ainda mais graves devido à intervenção da mãe do agressor, que conseguiu conter momentaneamente a ação.
Após o ataque, Renê Roque Zago fugiu do local, mas foi localizado pouco tempo depois por agentes da Guarda Civil Municipal. Ele foi encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher, onde permaneceu preso e deve responder pelos crimes de ameaça, lesão corporal e injúria.
Ainda conforme o relato da vítima, este não foi um episódio isolado. Ela afirmou em depoimento que já havia registrado ocorrências anteriores contra o companheiro e chegou a obter uma medida protetiva. No entanto, após o nascimento da filha, decidiu retirar a restrição na tentativa de retomar o relacionamento. Mesmo assim, segundo ela, os episódios de agressão continuaram de forma recorrente.
O caso reforça o alerta para a reincidência da violência doméstica e a importância de mecanismos de proteção às vítimas, especialmente em situações onde há histórico de agressões.


