Moradores fecham avenida Brasil após jovem morrer baleado em Manaus
Manifestantes levantaram cartazes, queimaram pneus e colchões, e interromperam o tráfego como forma de chamar atenção para o caso
247 - Moradores do bairro Compensa, na Zona Oeste de Manaus (AM), realizaram um protesto na noite desta quinta-feira (26) para exigir justiça pela morte de Bruno Girão Santos, de 22 anos. A mobilização ocorreu na Avenida Brasil, onde manifestantes bloquearam a via e denunciaram a atuação de agentes da Guarda Municipal de Manaus no episódio que resultou na morte do jovem.
Segundo informações divulgadas pela imprensa local, Bruno foi atingido por disparos de arma de fogo na madrugada do mesmo dia, no beco União. Durante o ato, participantes levantaram cartazes, queimaram pneus e colchões e interromperam o tráfego como forma de chamar atenção para o caso.
Familiares da vítima afirmam que o jovem retornava do trabalho quando decidiu entrar no beco para encontrar um amigo e acabou sendo baleado. A tia de Bruno, Jaqueline Girão, relatou que havia testemunhas no local e acusou diretamente os agentes municipais. “A população toda viu, tem testemunhas, vizinhos que escutaram os tiros. Eles deram dois tiros. Eles balearam meu sobrinho pelas costas e agora ele está lá morto”, afirmou.
Manifestantes também sustentaram a versão de que integrantes da Guarda Municipal teriam efetuado os disparos que atingiram o jovem. A morte gerou revolta entre moradores da região, que pedem investigação rigorosa e responsabilização dos envolvidos.
Em nota oficial, a Guarda Municipal de Manaus informou que a equipe estava apurando uma denúncia quando ouviu disparos de arma de fogo. De acordo com a corporação, ao chegarem ao local, os agentes encontraram Bruno caído no chão.
"A Guarda Municipal esclarece que não houve disparo por parte dos agentes na ocorrência. Os armamentos da equipe já foram colocados à disposição para exame balístico, reforçando a transparência da atuação. A instituição permanece à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos", declarou a instituição.
O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes para apurar as circunstâncias da morte e esclarecer as responsabilidades.


