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‘MP-SP precisa ser lembrado que não é Luís XIV’

Professor de Teoria da Comunicação da UFBA, Wilson Gomes alerta para os "riscos" do 'poder sem limites' de membros da justiça brasileira; ele fala da caça ao ex-presidente Lula, com a mais recente investida, na qual o procurador do Ministério Público de São Paulo Cassio Conserino chega a pedir sua prisão, mesmo sem provas; "O liberalismo e a democracia avançaram tanto para conter o poder do rei só para entregá-lo, de bandeja, a qualquer procurador ou juiz? Puxa. Se, no Absolutismo, se dizia que havia juízes (e o estado de direito) a nos proteger do arbítrio do rei. E quem vai nos proteger do arbítrio dos Procuradores e Juízes?", questiona Wilson

Professor de Teoria da Comunicação da UFBA, Wilson Gomes alerta para os "riscos" do 'poder sem limites' de membros da justiça brasileira; ele fala da caça ao ex-presidente Lula, com a mais recente investida, na qual o procurador do Ministério Público de São Paulo Cassio Conserino chega a pedir sua prisão, mesmo sem provas; "O liberalismo e a democracia avançaram tanto para conter o poder do rei só para entregá-lo, de bandeja, a qualquer procurador ou juiz? Puxa. Se, no Absolutismo, se dizia que havia juízes (e o estado de direito) a nos proteger do arbítrio do rei. E quem vai nos proteger do arbítrio dos Procuradores e Juízes?", questiona Wilson (Foto: Romulo Faro)

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Bahia 247 - Professor titular de Teoria da Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Wilson Gomes alerta para os "riscos" da onda de 'poder sem limites' de membros da justiça brasileira, como juízes e procuradores, e chama atenção ainda para o apoio incondicional que parte da mídia e da população dão a esses 'justiceiros'.

Em publicação no seu perfil no Facebook,Wilson Gomes reflete sobre a onda de ódio à presidente Dilma Rousseff e a qualquer pessoa pública do PT, com atos hostis até mesmo de conotação sexual contra a presidente, e se mostra preocupado com o fato de, antes do respeito, não haver intenção de punir os agressores.

O professor, embora não cite nomes, fala da caça ao ex-presidente Lula, com a mais recente investida, que chega a pedir sua prisão, em episódio no qual o próprio Ministério Público de São Paulo admite que não tem como provar os crimes a ele atribuídos na suposta compra de um apartamento triplex no Guarujá, cidade do litoral de São Paulo. Ação é promovida pelo procurador Cassio Conserino.

Wilson compara os poderes dos procuradores e dos juízes aos tempos do 'Absolutismo'. Abaixo a íntegra da publicação.

Pelo que entendi, Mainardi podia escrever um livro chamado "Lula é a minha anta" quando este ainda era presidente, mas, enquanto houver liberdade de expressão, zombar de Chefes de Estado, não leva ninguém à forca ou à prisão. Mas recentemente, os paulistanos inauguraram a moda de gritar, em eventos com presença da presidente da República, ofensas de sentido sexual. Tem sido feio, bruto e indigno, mas não me consta que alguém tenha sido preso ou chicoteado por causa disso. Agora, o Ministério Público não. Ele não pode ser ridicularizado ou xingado, dele, de nenhum dos seus representantes e de nenhum dos atos dos seus membros se debocha. Sério? O MP, e não o Chefe de Estado e de Governo, é o novo rei absolutista cuja aura deve ser referenciada?

O liberalismo e a democracia avançaram tanto para conter o poder do rei só para entregá-lo, de bandeja, a qualquer procurador ou juiz? Puxa. Se, no Absolutismo, se dizia que havia juízes (e o estado de direito) a nos proteger do arbítrio do rei. E quem vai nos proteger do arbítrio dos Procuradores e Juízes?

A pergunta é retórica, eu sei. Mas parece que há umas Excelências que estão passando os limites só para ver se, em tempos confusos, alguém nota que estão exorbitando ou se podem aproveitar a onda para se lambuzar cada vez mais com um poder sem freios. O MP de São Paulo precisa ser lembrado que não é Luís XIV. Com urgência.

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