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"Pesso" e "precionando": como erros gramaticais foram decisivos para família perceber desaparecimento de corretora

Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, não é vista desde 4 de março

Luciana foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, no Norte da Ilha, em 4 de março (Foto: Reprodução)

247 - A corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, está desaparecida desde a última semana em Florianópolis. O sumiço passou a ser investigado após familiares perceberem inconsistências nas mensagens enviadas pelo celular dela, incluindo erros de português que não seriam comuns em sua forma de escrever. As informações foram divulgadas inicialmente pela CNN Brasil.

O boletim de ocorrência foi registrado na segunda-feira (9), depois que os irmãos da corretora passaram dias tentando contato sem sucesso e começaram a desconfiar de que outra pessoa poderia estar se passando por ela nas mensagens enviadas por aplicativo.

Segundo o irmão da corretora, Matheus Estivalet Freitas, algumas mensagens recebidas pela família apresentavam erros gramaticais incomuns. Entre os exemplos citados estão palavras como “pesso”, em vez de “peço”, e “precionando”, no lugar de “pressionando”. Esses detalhes aumentaram a preocupação dos familiares e levantaram dúvidas sobre quem realmente estaria utilizando o celular da mulher.

Em uma das mensagens enviadas, a pessoa que estava utilizando o aparelho afirmou que Luciani estaria bem, mas relatou que ela estaria sendo perseguida por um ex-namorado. A explicação, no entanto, não convenceu os parentes, que decidiram procurar as autoridades para registrar o desaparecimento.

De acordo com a família, Luciani foi vista pela última vez no dia 4 de março na região da Praia dos Ingleses, localizada no norte da ilha de Santa Catarina. Desde então, parentes e amigos não conseguiram contato direto com ela.

Outro elemento que passou a ser investigado envolve o carro da corretora. Segundo o irmão, o veículo foi identificado por câmeras de videomonitoramento circulando na região do Vale do Rio Tijucas, área localizada no litoral do estado.

A movimentação do automóvel em outra região levantou ainda mais questionamentos entre os familiares, que temem que algo possa ter acontecido com Luciani.

Procurada pela reportagem, a Polícia Civil de Santa Catarina foi acionada para acompanhar o caso. Até o momento, novas informações oficiais sobre o andamento das investigações não haviam sido divulgadas.

Enquanto aguardam respostas, familiares e amigos continuam mobilizados em busca de pistas que possam ajudar a esclarecer o desaparecimento da corretora e localizar seu paradeiro.

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