Veja como ficou o apartamento de síndico após ele confessar que matou corretora (vídeo)
O episódio ocorreu poucas horas após a prisão temporária de Cléber e de seu filho, Michael Rosa de Oliveira, detidos durante a madrugada
247 - O apartamento do síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso por suspeita de envolvimento no homicídio da corretora Daiane Alves Souza, foi invadido e vandalizado na tarde desta quarta-feira (28), em Caldas Novas, no sul de Goiás. A informação foi confirmada pela defesa do investigado.
O episódio ocorreu poucas horas após a prisão temporária de Cléber e de seu filho, Michael Rosa de Oliveira, detidos durante a madrugada em uma operação da Polícia Civil de Goiás. Ambos são investigados por participação direta ou indireta na morte da corretora, cujo corpo foi localizado em uma área de mata do município.
De acordo com o advogado de Cléber, Luiz Fernando, pessoas ainda não identificadas teriam entrado no imóvel da família após a prisão e cometido atos de vandalismo, incluindo pichações e danos materiais. A defesa afirma que o caso será apurado para eventual responsabilização criminal dos envolvidos.
"Estamos apurando mais detalhadamente essa situação, identificando os autores dessa ação criminosa. Posteriormente, vamos analisar a possibilidade e a viabilidade de tomar as medidas judiciais cabíveis", afirmou o advogado.
O corpo de Daiane Alves Souza foi encontrado na madrugada desta quarta-feira (28), encerrando mais de um mês de buscas. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do crime e a eventual participação de outras pessoas.
Desaparecimento
Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro do ano passado. Na ocasião, ela teria saído de seu apartamento após perceber um corte no fornecimento de energia elétrica e decidiu verificar a situação nas áreas comuns do prédio onde morava.
Imagens de câmeras de segurança mostram a corretora descendo de elevador e encontrando um vizinho durante o trajeto. Os dois conversam sobre a falta de luz e seguem até o segundo andar do subsolo, onde deixam o elevador juntos. O registro das imagens é interrompido por cerca de dois minutos.
Quando a gravação retorna, Daiane aparece sozinha, entrando novamente no elevador. Ela sobe alguns andares, olha diretamente para uma câmera de segurança e desce no primeiro subsolo. Após esse momento, ela não foi mais vista.
Obstrução de provas
Segundo a Polícia Civil, o filho do síndico teria tentado interferir nas investigações ao substituir o celular do pai, numa tentativa de dificultar o acesso a possíveis provas. Por esse motivo, Michael foi preso sob suspeita de obstrução da Justiça.
Em coletiva realizada nesta quarta-feira, a polícia informou que, caso os indícios sejam confirmados, o filho poderá responder pelos mesmos crimes atribuídos ao pai, incluindo homicídio e ocultação de cadáver.
Histórico de conflitos
A investigação revelou um histórico prolongado de conflitos entre Cléber Rosa de Oliveira e Daiane Alves Souza. Conforme denúncia obtida pela CNN Brasil, o síndico é acusado de perseguir a corretora entre fevereiro e outubro de 2025.
As desavenças teriam começado em novembro de 2024, após um desentendimento no condomínio. Ao longo dos meses seguintes, Daiane registrou diversas ocorrências e moveu ao menos 12 ações judiciais contra Cléber.
Entre as acusações constam perseguição, sabotagem no fornecimento de água e energia elétrica do apartamento da corretora, além de uma agressão física registrada em fevereiro de 2025.
Em 16 de janeiro de 2026, diante da ausência de sinais de vida, da falta de registros de saída do prédio e do avanço das investigações, o desaparecimento foi oficialmente reclassificado como homicídio. O caso passou então a ser conduzido pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da Polícia Civil de Goiás.


