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Morte de corretora: veja o momento em que síndico e filho são presos por suspeita de crime (vídeo)

Os desentendimentos entre Daiane e a administração do condomínio começaram ainda em janeiro de 2025

Corpo de corretora estava em área de mata na cidade de Caldas Novas, segundo a polícia (Foto: Reprodução)

247 - A morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, encontrada nesta quarta-feira (28) em Caldas Novas, no sul de Goiás, ocorreu após um longo e documentado histórico de conflitos com o síndico do prédio onde ela morava e possuía outros imóveis. O síndico, que chegou a tentar expulsá-la do condomínio, foi preso pela Polícia Civil e é apontado como figura central nas investigações. O filho do síndico também foi detido. 

Os desentendimentos entre Daiane e a administração do condomínio começaram ainda em janeiro de 2025, quase um ano antes do desaparecimento da corretora. Segundo a reportagem, o caso envolve disputas administrativas, acusações criminais e uma escalada de conflitos que terminou de forma trágica.

O primeiro embate formal ocorreu quando o condomínio notificou Daiane sob a alegação de que um de seus apartamentos estaria sendo utilizado como marcenaria, o que violaria as normas internas do edifício. A corretora negou a irregularidade e passou a questionar a conduta do síndico, afirmando ser alvo de perseguição.

Com o agravamento da situação, o síndico chegou a convocar uma reunião condominial com o objetivo de tentar expulsar Daiane do prédio. A iniciativa, no entanto, foi barrada por uma decisão judicial, que suspendeu a medida e impediu qualquer sanção administrativa contra a corretora naquele momento.

Além de residir no local, Daiane era proprietária de outros seis imóveis no mesmo condomínio, que estavam alugados. Segundo os relatos anexados às investigações, o síndico também passou a ameaçar os inquilinos da corretora, criando um ambiente de intimidação e pressão indireta para que ela deixasse o prédio.

Ao longo de 2025, Daiane registrou ao menos 12 boletins de ocorrência contra o síndico. Entre as denúncias constam acusações de perseguição reiterada, ameaças e agressões físicas. Parte desses registros deu origem a investigações formais e a uma denúncia apresentada pelo Ministério Público antes mesmo do desaparecimento da corretora.

A tensão entre as partes se manteve até dezembro, quando Daiane desapareceu dentro do próprio condomínio. Câmeras de segurança registraram a corretora circulando pelas áreas comuns do prédio, mas ela não foi mais vista após descer ao subsolo.

Com a localização do corpo, a Polícia Civil intensificou as apurações e passou a tratar o histórico de conflitos como um dos principais eixos da investigação. As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre a dinâmica do crime nem se outras pessoas podem ter participado da ação.

Veja o momento da prisão:

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