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China e EUA anunciam acordo comercial preliminar, informa Global Times

Acordo comercial preliminar prevê diálogo sobre tarifas, produtos agrícolas, aeronaves e novas bases para o comércio bilateral

China e EUA anunciam acordo comercial preliminar, informa Global Times (Foto: CGTN)
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247 - A China e os Estados Unidos avançaram em um acordo comercial preliminar que prevê diálogo sobre tarifas, produtos agrícolas, aeronaves e novas bases para o comércio bilateral, após consultas econômicas conduzidas pelas equipes dos dois países.

Segundo o Ministério do Comércio da China, o MOFCOM, as delegações chinesa e norte-americana alcançaram resultados preliminares considerados positivos na área econômica e comercial, informa o Global Times. Entre os pontos citados estão medidas para ampliar o comércio bilateral, incluindo produtos agrícolas, por meio de iniciativas como a redução mútua de tarifas sobre itens enquadrados em um escopo específico.

As declarações foram feitas por um porta-voz do ministério no sábado (15), em resposta a um pedido de detalhamento sobre os resultados das consultas entre China e Estados Unidos. O representante afirmou que os avanços ocorreram após conversas entre os dois chefes de Estado, realizadas em 14 de maio, quando foi anunciado que as equipes econômicas e comerciais dos dois países haviam obtido resultados de caráter geral equilibrado e positivo.

De acordo com o MOFCOM, os chefes de Estado de China e Estados Unidos se reuniram em Pequim e mantiveram discussões aprofundadas sobre temas econômicos e comerciais. O encontro teria definido novas diretrizes para o desenvolvimento das relações bilaterais nessa área e oferecido orientação estratégica para as próximas etapas do diálogo.

Um dia antes, em 13 de maio, as equipes econômicas e comerciais dos dois países já haviam realizado consultas na Coreia do Sul. Essas conversas prepararam o terreno para o encontro em Pequim e permitiram que os lados avançassem em temas considerados sensíveis para a relação bilateral.

O porta-voz chinês afirmou que as negociações foram guiadas pelo consenso alcançado entre os dois chefes de Estado e pelos princípios de respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação de benefício recíproco. Segundo ele, os dois lados mantiveram intercâmbios francos, aprofundados e construtivos para enfrentar preocupações econômicas e comerciais de cada parte e ampliar a cooperação prática.

Após essas rodadas, China e Estados Unidos realizaram consultas intensivas sobre o conteúdo específico dos resultados. O Ministério do Comércio chinês informou que as tratativas permitiram chegar a um consenso positivo em diferentes áreas da agenda econômica.

Entre os resultados preliminares, o primeiro ponto destacado pelo MOFCOM foi a continuidade da implementação dos entendimentos obtidos em consultas anteriores. Os dois lados também chegaram a um consenso positivo sobre arranjos tarifários considerados relevantes.

Outro ponto central foi a decisão de estabelecer um Conselho de Comércio e um Conselho de Investimentos. Esses mecanismos devem servir para discutir preocupações de cada país nas áreas de comércio e investimento, criando canais permanentes de diálogo sobre temas que afetam empresas, cadeias produtivas e fluxos bilaterais.

No âmbito do Conselho de Comércio, os dois lados deverão tratar de questões como a redução de tarifas sobre produtos relevantes. Segundo o ministério chinês, houve concordância, em princípio, sobre a diminuição de tarifas aplicadas a produtos de escala equivalente e de interesse para cada parte.

As barreiras não tarifárias e o acesso ao mercado agrícola também aparecem entre os principais pontos do entendimento. O MOFCOM informou que China e Estados Unidos resolverão ou avançarão substancialmente na resolução de entraves relacionados a determinados produtos agrícolas.

Do lado norte-americano, a expectativa chinesa é que Washington trabalhe ativamente para enfrentar preocupações antigas de Pequim. Entre elas estão medidas de detenção automática contra produtos lácteos e aquáticos chineses, exportações de bonsai cultivados em estufa para os Estados Unidos e o reconhecimento de zonas livres de gripe aviária na província de Shandong, no leste da China.

A China, por sua vez, deverá promover soluções para preocupações apresentadas pelos Estados Unidos. Entre os temas citados estão o registro de instalações de processamento de carne bovina e as exportações de aves de determinados estados norte-americanos para o mercado chinês.

O comércio agrícola é tratado como uma das áreas de maior peso no diálogo bilateral. Segundo o MOFCOM, os dois países concordaram em promover a expansão do comércio de produtos agrícolas e de outros bens, inclusive por meio de reduções tarifárias mútuas aplicadas a mercadorias incluídas em um escopo determinado.

A pauta também inclui o setor aeronáutico. As duas partes chegaram a acordos relacionados à aquisição de aeronaves da China junto aos Estados Unidos, além de entendimentos sobre a garantia, pelo lado norte-americano, do fornecimento de motores e componentes de aeronaves ao mercado chinês.

O ministério informou ainda que os países concordaram em continuar promovendo a cooperação em áreas relacionadas ao setor. A menção ao tema indica que a aviação segue como um componente relevante da relação econômica entre as duas maiores economias do mundo.

Na avaliação do porta-voz do MOFCOM, os resultados positivos das consultas mostram que China e Estados Unidos podem encontrar soluções para problemas por meio do diálogo e da cooperação, desde que mantenham uma postura baseada em respeito mútuo, igualdade e benefício recíproco.

Apesar dos avanços, os detalhes dos resultados ainda estão em consulta. O porta-voz afirmou que as equipes econômicas e comerciais dos dois países seguirão a direção estabelecida pelo consenso dos chefes de Estado, com o objetivo de finalizar rapidamente os entendimentos e garantir sua implementação conjunta.

Para Pequim, a conclusão desses acordos poderá trazer maior previsibilidade à próxima etapa da cooperação econômica e comercial entre China e Estados Unidos. O MOFCOM também avalia que os resultados têm potencial para injetar mais certeza e estabilidade na economia global, em um momento de atenção internacional sobre as relações comerciais entre as duas potências.

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