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Exército chinês realiza operações de prontidão no Mar do Sul da China

China realiza patrulhas militares no Mar do Sul em defesa da soberania territorial e dos direitos e interesses marítimos

Mar do Sul da China (Foto: Global Times)

247 - As forças armadas chinesas realizaram patrulhas navais e aéreas de prontidão para combate no Mar do Sul da China entre domingo (15) e segunda-feira (16), em uma demonstração de presença militar em uma das áreas mais sensíveis do ponto de vista geopolítico no mundo atual.Segundo o jornal chinês Global Times, a operação foi confirmada por Zhai Shichen, porta-voz do Comando do Teatro Sul do Exército de Libertação Popular (ELP), que criticou a atuação das Filipinas ao organizar as chamadas patrulhas conjuntas com países de fora da região. De acordo com ele, essa iniciativa “prejudicou a paz e a estabilidade na região”.

O porta-voz acrescentou que as forças sob o Comando do Teatro Sul “salvaguardarão resolutamente a soberania territorial e os direitos e interesses marítimos da China, e defenderão firmemente a paz e a estabilidade regionais”. A declaração reforça a posição oficial de Pequim de que as ações militares têm como foco a proteção de seus interesses estratégicos e territoriais.

O Mar do Sul da China concentra rotas marítimas fundamentais para o comércio global e é palco recorrente de disputas territoriais e movimentações militares. A presença de países externos à região em exercícios conjuntos com atores locais tem elevado o grau de tensão, segundo a narrativa apresentada pelas autoridades chinesas.

À luz desse contexto, a operação do ELP pode ser interpretada como uma sinalização preventiva e defensiva, voltada à afirmação de soberania diante de um ambiente estratégico cada vez mais pressionado por articulações de potências extrarregionais. A crítica às patrulhas conjuntas organizadas pelas Filipinas aponta para a preocupação de Pequim com a ampliação de alianças militares no entorno de seu território. .

Embora o comunicado oficial não mencione diretamente nenhum país específico além das Filipinas, a disputa pelo Mar do Sul da China há anos se insere em um cenário mais amplo de competição estratégica na Ásia-Pacífico. Nesse quadro, cada movimentação militar assume peso político e simbólico relevante.

A nova rodada de patrulhas reafirma a disposição chinesa de manter presença ativa na região e de sustentar, por meio de operações de prontidão, sua posição quanto à soberania e aos direitos marítimos legítimos.

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