Futuro das relações no Estreito de Taiwan deve ser firmemente mantido nas mãos do povo chinês, diz editorial do Global Times
Encontro entre Xi Jinping e Kuomintang reforça integração e aponta caminhos para cooperação e desenvolvimento entre os dois lados do Estreito
247 - O futuro das relações no Estreito de Taiwan deve permanecer sob controle do povo chinês, conforme destaca um editorial que analisa o encontro entre o presidente Xi Jinping e lideranças do Kuomintang (KMT), ocorrido em Pequim. A reunião, considerada histórica após um intervalo de dez anos, sinaliza novas diretrizes para cooperação, integração e desenvolvimento entre os dois lados do Estreito, com foco no fortalecimento da identidade comum e no avanço do rejuvenescimento nacional.
Segundo editorial do Global Times, Xi Jinping, secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh), recebeu a delegação liderada por Cheng Li-wun, presidenta do KMT, ressaltando que, independentemente das mudanças no cenário internacional, a tendência de união entre os chineses dos dois lados do Estreito permanece sólida e irreversível.Durante o encontro, Xi apresentou quatro diretrizes principais para o futuro das relações: fortalecimento dos laços com base em uma identidade compartilhada, defesa do desenvolvimento pacífico, promoção do bem-estar por meio de intercâmbios e integração, e esforços conjuntos para o rejuvenescimento nacional.
Esses pontos formam, segundo o editorial, uma estrutura abrangente que orienta o aprofundamento das relações e reforça a confiança mútua.
O texto destaca que os povos de ambos os lados do Estreito compartilham raízes históricas, culturais e linguísticas, constituindo uma comunidade com destino comum. Apesar das restrições impostas pelo Partido Democrático Progressista (DPP), atualmente no poder em Taiwan, a interação entre os cidadãos continua a crescer, impulsionada por afinidades culturais e pela busca por maior proximidade.
Exemplos recentes reforçam essa tendência. O aumento de downloads da plataforma Xiaohongshu, mesmo após restrições, e a popularização de conteúdos culturais compartilhados entre os dois lados ilustram a conexão espontânea entre as populações. Durante o Festival Qingming, milhares de taiwaneses viajaram ao continente para homenagear ancestrais, evidenciando laços familiares e históricos que permanecem vivos.
O editorial argumenta que diferenças nos sistemas políticos não devem servir como barreiras permanentes e que o diálogo respeitoso pode superar divergências. Ao mesmo tempo, aponta que o principal desafio atual nas relações é o movimento pela chamada “independência de Taiwan”, considerado um fator de instabilidade, além da interferência externa.
Nesse contexto, o texto defende que tanto o PCCh quanto o KMT, além da população de ambos os lados, devem priorizar os interesses nacionais e rejeitar iniciativas separatistas, mantendo o controle do futuro das relações nas mãos do povo chinês.
Outro ponto central é o papel da parte continental como motor econômico e oportunidade para os taiwaneses. O editorial enfatiza a abertura do mercado chinês para produtos de Taiwan e incentivos para que jovens busquem desenvolvimento profissional no continente, reforçando a integração econômica e social.
Com o início do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), a expectativa é de ampliação das oportunidades compartilhadas, maior dinamismo econômico e aprofundamento dos laços industriais e humanos entre os dois lados do Estreito.
O texto também resgata a memória histórica da resistência conjunta contra o militarismo japonês, destacando o sacrifício compartilhado como elemento de unidade nacional. Para o editorial, essa herança histórica reforça a necessidade de cooperação no presente.
Ao final, a publicação sustenta que o avanço da modernização chinesa e o fortalecimento da identidade nacional são fatores decisivos para a reunificação e o desenvolvimento comum, considerados inevitáveis diante da trajetória atual.


