Abiquim afirma que não há risco de desabastecimento no setor químico brasileiro
A estrutura de oferta internacional é ampla, diversificada e concentrada em países que não apresentam risco
247 - A escalada do conflito militar no Oriente Médio e as incertezas globais quanto aos seus desdobramentos econômicos e geopolíticos de curto, médio e longo prazo reafirmam a importância estratégica da indústria química brasileira para a soberania produtiva nacional, garantindo abastecimento em quantidade e qualidade suficientes para as mais variadas e complexas cadeias de valor, confirmando o compromisso histórico do setor químico nacional com toda a sociedade brasileira, disse a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), em nota nesta sexta-feira (13).
A Abiquim disse que permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários aos setores das cadeias produtivas demandantes de produtos químicos, reafirmando seu compromisso permanente com o diálogo, a transparência e a segurança do abastecimento nacional.
Nos principais grupos de produtos químicos fabricados no Brasil não há risco estrutural nem sequer conjuntural de desabastecimento, segundo a Abiquim. Atualmente, essa indústria opera no País com uma ociosidade de cerca de 40%, o que representa uma reserva estratégica de disponibilidade imediata com garantia de fornecimento para toda a indústria de transformação, em complemento ou até mesmo em substituição aos produtos importados, cujos principais mercados fornecedores são Estados Unidos, China e até mesmo países da nossa região como México, Colômbia e Argentina, todos bastante distantes geograficamente da zona de conflito do Oriente Médio, os quais mantêm oferta abundante e sem perspectivas de rupturas operacionais e, em muitos casos, até mesmo predatória ao mercado brasileiro.
A estrutura de oferta internacional é ampla, diversificada e concentrada em países que não apresentam risco de interrupção logística capaz de gerar escassez de curto prazo, de acordo com o documento. A isso se soma a oferta diversificadado produto químico brasileiro, particularmente para a indústria do plástico, possibilita garantia operacional para os mais variados setores, de alimentos a cosméticos, de eletrodomésticos a embalagens, e traz tranquilidade para os consumidores ao afastar receios de desabastecimento.
Indiscutivelmente, o recente agravamento da situação bélica em uma das principais geografias produtoras de petróleo e gás traz forte pressão de custos globalmente, o que reforça a necessidade de uma rápida atuação com foco na preservação das indústrias domésticas, sobretudo aquelas, como a química, mais expostas ao risco de se tornarem alvos fáceis e imediatos de fornecedores estrangeiros em condições predatórias, diz a Abiquim.
No caso do PVC, por exemplo, produto fundamental em setores como construção civil, saneamento básico, embalagens diversas, as importações passaram a ocupar parcela relevante do mercado brasileiro por conta de práticas desleais de alguns fornecedores estrangeiros e que foram corrigidas por medidas de defesa comercial e de tarifas emergenciais, reestabelecendo condições indispensáveis para um mercado interno saudável e para a expressiva produção doméstica que se complementa por produtos vindos da Colômbia e da Argentina, origens regionais, nada impactadas por logística de suprimentos do Oriente Médio, que somadas totalizam praticamente 60% de todas as importações brasileiras de PVC.
A indústria química brasileira, diz a Abiquim, é um pilar estratégico de resiliência, especialmente em cenários instáveis de guerra e rupturas logísticas internacionais. A existência de capacidade instalada, tecnologia, diversidade produtiva e suporte regulatório adequado garante que o Brasil tenha condições de mitigar choques globais e preservar a segurança de suprimento, em insumos essenciais para cadeias produtivas críticas.
É exatamente nesse contexto que o fortalecimento da competitividade da indústria química nacional e o combate ao comércio predatório e desleal se tornam condições indispensáveis para assegurar um ambiente de maior estabilidade, previsibilidade e preservação da capacidade produtiva instalada como estratégia central de soberania e segurança econômica nacional em contextos de crescente instabilidade global, de acordo com a Abiquim,


