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Abiquim apresenta sistema de segurança na iLab Segurança 2026

Entidade destaca GPS, com soluções integradas para gestão de riscos, transporte e resposta a emergências na indústria química

O presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro (Foto: Editora 247 via Flickr)

247 - A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) participa pela primeira vez da II Conferência de Segurança Pública – iLab Segurança 2026, realizada entre 3 e 5 de março, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília. A presença da entidade no principal fórum de articulação das forças de segurança pública do país marca a aproximação entre o setor produtivo e as estratégias nacionais voltadas ao fortalecimento da segurança.

As informações foram divulgadas pela própria Abiquim, que destaca sua atuação no debate sobre como a indústria química pode contribuir para ampliar a proteção da sociedade e a integridade das cadeias produtivas. O evento reúne secretários estaduais, comandantes-gerais, delegados-gerais, dirigentes de polícia científica, gestores do sistema prisional e representantes federais, com o objetivo de alinhar diagnósticos, fortalecer a cooperação federativa e transformar experiências operacionais em propostas estruturantes.

O presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, participa do painel “Segurança como Pilar Estratégico na Indústria Química”, marcado para quarta-feira (4), às 14h. A entidade sustenta que a segurança deve ser tratada como elemento central da competitividade industrial e da governança nas cadeias produtivas.

Sistema integrado reúne três iniciativas

Além da participação nos debates, a Abiquim mantém estande próprio na feira do evento para apresentar o GPS – Sistema Integrado de Segurança na Indústria Química. A proposta reúne um conjunto de soluções que acompanha toda a jornada de segurança do setor e de seus principais públicos de interesse.

O GPS é estruturado a partir de três iniciativas complementares: Gpolarol, Pró-Química e Sassmaq.

O Gpolarol é descrito como uma linha de produtos de primeiros socorros voltada a situações de contato inadequado com agentes químicos. Com propriedades anfotéricas, polivalentes e não tóxicas, o produto atua na contenção de danos iniciais em casos de queimaduras químicas e outras ocorrências emergenciais.

O Pró-Química funciona como serviço de utilidade pública, em duas modalidades, sendo uma delas gratuita e disponível 24 horas por dia em todo o território nacional, pelo telefone 0800 110 8270. O atendimento oferece orientação técnica especializada em acidentes com produtos perigosos, conectando os chamados a especialistas em toxicologia, medicina e indústria química.

Segundo a entidade, o serviço tem impacto direto na proteção da sociedade, ao fornecer informações técnicas em tempo real que podem evitar o agravamento de acidentes, reduzir danos humanos e ambientais e minimizar custos de remediação, inclusive fora do ambiente industrial.

Já o Sassmaq é um sistema de avaliação reconhecido pela indústria química para qualificar empresas prestadoras de serviços logísticos. Ao integrar requisitos de segurança, saúde, meio ambiente e qualidade, o modelo busca reduzir acidentes e fortalecer a governança operacional nas cadeias de transporte.

De forma integrada, as três frentes formam o sistema GPS, que abrange rastreabilidade, gestão de riscos, resposta a emergências e melhoria contínua.

Histórico de gestão de riscos

A Abiquim ressalta que a indústria química opera sob padrões elevados de controle e gestão de riscos, resultado de uma trajetória marcada por protocolos rigorosos em processos produtivos, transporte, armazenagem e resposta a emergências.

Essa cultura de prevenção remonta à década de 1980, quando a indústria química global instituiu voluntariamente o Responsible Care®, iniciativa voltada à melhoria contínua em segurança e gestão ambiental. No Brasil, o programa foi implementado pela Abiquim no início dos anos 1990, sob o nome Programa Atuação Responsável®, consolidando uma base técnica que, segundo a entidade, em muitos casos antecede e supera exigências regulatórias.

De acordo com a associação, a experiência acumulada pelo setor ultrapassa seus próprios limites, ao influenciar padrões logísticos, aprimorar sistemas de avaliação e ampliar a capacidade de resposta a emergências.

A participação na II Conferência de Segurança Pública – iLab Segurança 2026 ocorre em um contexto em que o evento discute o enfrentamento ao crime organizado nos setores produtivos. Para a entidade, o tema exige não apenas ações repressivas, mas também cadeias estruturadas, padrões técnicos elevados, cooperação entre setor produtivo e poder público e fortalecimento de uma cultura de prevenção.

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