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Brasil está pronto para exportar Gripen, diz presidente da Embraer

Com produção nacional do F-39E, país busca mercados na América Latina e amplia capacidade tecnológica com parceria estratégica internacional

Presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto (Foto: Reprodução )

247 - O Brasil deu um passo relevante na indústria de defesa ao apresentar, nesta quarta-feira (25), o primeiro caça F-39E Gripen produzido em território nacional. Durante a cerimônia realizada na unidade da Embraer, em Gavião Peixoto, o presidente da empresa, Francisco Gomes Neto, afirmou que o país já reúne condições para exportar a aeronave a outros mercados.

Segundo o executivo, a estrutura industrial brasileira está pronta para atender demandas internacionais. “Nossa planta de Gavião Peixoto está plenamente prepara para fabricar novos Gripens par outros países”, declarou Gomes Neto durante o evento, que contou com autoridades civis e militares. A cerimônia teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin, que participaram do batismo da aeronave.

A avaliação da Embraer ocorre em meio a oportunidades concretas na América do Sul. De acordo com Gomes Neto, a Colômbia já escolheu o modelo Gripen como seu novo caça, abrindo caminho para futuras negociações. Além disso, o equipamento também disputa espaço no processo de aquisição conduzido pelo Peru, outro potencial cliente na região.

A unidade de Gavião Peixoto, inaugurada em 2023, desempenha papel central nesse avanço industrial. A fábrica foi projetada para produzir 15 aeronaves do modelo F-39E destinadas à Força Aérea Brasileira, dentro do cronograma de modernização da frota militar do país.

O desenvolvimento do caça é resultado de uma parceria estratégica entre a Embraer e a empresa sueca Saab. O acordo faz parte do contrato firmado em 2014 para a aquisição de 36 aeronaves Gripen, incluindo um amplo programa de transferência de tecnologia, considerado essencial para capacitar a indústria nacional.

Esse processo permitiu ao Brasil dominar etapas avançadas da produção de aeronaves de combate, consolidando conhecimento técnico e ampliando a autonomia no setor de defesa. A fabricação local do Gripen representa, assim, um marco para a engenharia aeronáutica brasileira.

De acordo com o governo federal, o projeto coloca o país em um grupo restrito de nações com capacidade de desenvolver e produzir caças de alta complexidade. Trata-se de um avanço inédito na América Latina, tanto do ponto de vista tecnológico quanto industrial.

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