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Cresce a produção brasileira de aço bruto, mostram estatísticas

Instituto Aço Brasil aponta alta na produção e nas vendas domésticas. Confira também números do consumo e do comércio exterior

Produção brasileira (Foto: Divulgação)
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247 - As vendas internas de aço no Brasil avançaram 1,3% em maio e chegaram a 1,8 milhão de toneladas no mercado doméstico. De acordo com o Instituto Aço Brasil, a produção nacional de aço bruto somou 2,8 milhões de toneladas em maio, alta de 2,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho do setor mostrou avanço em algumas linhas industriais, mas também apontou retração relevante no consumo aparente e no comércio exterior.

A produção de laminados atingiu 2,0 milhões de toneladas em maio, com leve crescimento de 0,7% na comparação anual. A produção de semiacabados para vendas alcançou 792 mil toneladas, o que representa alta de 15,7% frente ao mesmo mês de 2025.

Consumo

O consumo aparente recuou 14,1%, para 2,1 milhões de toneladas, na comparação com o mesmo mês de 2025. Esse indicador mede a demanda interna por produtos de aço, somando a produção nacional destinada ao mercado interno e as importações, com ajustes ligados ao comércio exterior e à oferta disponível.

A demanda interna caiu principalmente porque as importações despencaram 55,4% em maio. Mesmo com as vendas domésticas crescendo 1,3%, a entrada de aço estrangeiro foi muito menor, o que puxou para baixo o consumo aparente total.

As usinas brasileiras venderam um pouco mais dentro do País, mas o mercado como um todo absorveu menos aço quando se considera também o produto importado.

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Gráfico. Foto: Reprodução

Comércio exterior

As importações de aço somaram 312 mil toneladas em maio, com movimentação financeira de US$ 322 milhões. O resultado representa queda de 55,4% em volume e recuo de 45,2% em valor na comparação com maio de 2025.

As exportações também perderam força no mês. O Brasil embarcou 645 mil toneladas de aço ao exterior, equivalentes a US$ 449 milhões. O volume caiu 35,0%, enquanto o valor exportado recuou 34,3% na base anual.

A combinação entre queda nas importações e retração nas exportações indica redução no fluxo externo do setor siderúrgico durante o mês. Esse movimento ocorreu ao mesmo tempo em que a produção doméstica mostrou leve avanço e as vendas internas registraram crescimento moderado.

Acumulado do ano

Entre janeiro e maio, a produção brasileira de aço bruto somou 13,4 milhões de toneladas, queda de 1,9% diante do mesmo período do ano anterior. O resultado acumulado contrasta com o crescimento registrado apenas em maio.

As vendas internas chegaram a 8,7 milhões de toneladas nos cinco primeiros meses do ano, alta de 0,9% em relação ao mesmo intervalo de 2025. O consumo aparente acumulado caiu 4,1% e ficou em 10,8 milhões de toneladas.

O desempenho acumulado reforça a leitura de um mercado doméstico com vendas ligeiramente maiores, mas ainda afetado por menor demanda aparente. A diferença entre esses indicadores ajuda a mostrar a oscilação do setor ao longo do ano.

Importações caem, exportações sobem

As importações totalizaram 2,4 milhões de toneladas de janeiro a maio, recuo de 17,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as compras externas somaram US$ 2,3 bilhões, queda de 14,3%.

As exportações, por sua vez, atingiram 4,4 milhões de toneladas no acumulado do ano, avanço de 7,8% em volume. Em valor, os embarques somaram US$ 2,9 bilhões, queda de 2,8% na comparação anual.

O resultado indica que o Brasil exportou mais aço em volume nos cinco primeiros meses do ano, mas recebeu menos em valor. No conjunto dos indicadores, o setor siderúrgico encerrou maio com alta nas vendas internas, crescimento pontual da produção e retração no consumo aparente, em meio a um comércio exterior mais fraco no mês.

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