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Flávio Bolsonaro ataca Lula e o STF em entrevista a canal francês de ultradireita

O pré-candidato do PL também atacou o presidente francês em programa de maior audiência da TV por assinatura na França

O senador Flávio Bolsonaro em Brasília - 7/12/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi o entrevistado de destaque de um canal francês de notícias ligado à ultradireita, que dedicou cerca de meia hora de seu horário nobre, nesta segunda-feira (9), a uma conversa ao vivo com o parlamentar brasileiro. Ao longo da entrevista, o senador atacou o presidente Lula (PT), o Supremo Tribunal Federal (STF) e fez críticas diretas ao presidente da França, Emmanuel Macron, a quem classificou como “incompetente”.

A entrevista foi exibida pela emissora CNews, informa a Folha de S.Paulo. O canal é atualmente o de maior audiência entre os noticiosos por assinatura na França e costuma ser comparado à Fox News, dos Estados Unidos, tanto pelo perfil editorial quanto pelo espaço concedido a políticos e ideias da ultradireita.Ao comentar a situação política brasileira, Flávio Bolsonaro afirmou que o país não vive uma democracia plena e voltou a atacar decisões do Judiciário. “É muito importante que todos os franceses tenham conhecimento de que o Brasil hoje não vive uma democracia plena”, disse, citando repetidas vezes o ministro do STF Alexandre de Moraes.

O senador está em viagem pela Europa, onde cumpre uma agenda de encontros com nomes ligados à ultradireita do continente. Em suas redes sociais, publicou uma foto ao lado da deputada europeia Marion Maréchal, sobrinha de Marine Le Pen, pré-candidata à Presidência da França pelo partido Reunião Nacional (RN).

A apresentadora Christine Kelly afirmou em dois momentos que Flávio Bolsonaro seria “favorito” na disputa presidencial brasileira de outubro, embora tenha feito a ressalva de que ele aparece em segundo lugar nas pesquisas. O senador reforçou essa avaliação ao dizer que figura “inclusive em algumas pesquisas à frente do atual presidente da República”. Pesquisas recentes, no entanto, indicam Lula como líder em todos os cenários eleitorais.

Flávio afirmou esperar mudanças políticas no Brasil e na França nos próximos anos e voltou a atacar Macron. “O Brasil não aguenta mais quatro anos de um governo de extrema esquerda. Assim como a França, acredito, não aguenta mais um mandato de um governo de extrema incompetência como o de Emmanuel Macron, que tem feito tanto mal a este país”, declarou. O senador também acusou o presidente francês de ter ido ao Brasil “apenas para tirar fotos abraçando árvores na Amazônia”, em referência às visitas de Macron a Belém, inclusive durante a COP30.Os entrevistadores confrontaram o parlamentar em poucos momentos. Um deles envolveu a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar o ministro Alexandre de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky. Questionado duas vezes sobre o tema, Flávio respondeu: “O presidente Trump sabe que o Brasil tem uma posição muito estratégica na geopolítica mundial hoje. Por isso, precisa ter boas relações com o Brasil, independente de quem seja o presidente da República”.Ao falar de política internacional, o senador cometeu um erro factual ao mencionar “a guerra que acontece entre China e Ucrânia, que impacta também a vida de toda a Europa”, quando o conflito envolve a Rússia. O comentário provocou reações descontraídas dos entrevistadores.

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