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Folha abre 2026 com "terrorismo fiscal" contra Lula, critica Gleisi

Segundo a ministra, o jornal ataca avanços do governo enquanto esconde o verdadeiro problema da economia: o crescimento dos juros da dívida pública

Lula e Gleisi Hoffmann (Foto: Gil Ferreira / Ascom-SR)

247 - A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), reagiu nesta sexta-feira (2) à reportagem publicada pela Folha de São Paulo no primeiro dia útil de 2026, na qual o jornal questiona a sustentabilidade da política fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em publicação nas redes sociais, Gleisi acusou o veículo de reeditar o que chamou de “terrorismo fiscal” para atacar iniciativas do governo que vêm melhorando a economia real e as condições de vida da população.

A ministra fez referência à reportagem intitulada “Política fiscal de Lula é insustentável, avaliam órgãos do governo e do Senado”, baseada em relatórios do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e da IFI (Instituição Fiscal Independente). Para Gleisi, a abordagem do jornal ignora dados centrais sobre o esforço fiscal do atual governo e desloca o foco do debate econômico.

Em sua postagem, a ministra afirmou: “Manchete da Folha no primeiro dia útil do ano retoma o terrorismo fiscal que deve ser a pauta eleitoral dos inconformados com os avanços do governo do presidente Lula na economia real e nas condições de vida do povo brasileiro”. Segundo ela, o jornal “como sempre, ataca o aumento real do salário-mínimo e do piso das aposentadorias, os orçamentos da saúde e educação e os investimentos públicos”, ao mesmo tempo em que “esconde o problema verdadeiro, que é o crescimento dos juros da dívida pública, a maior despesa do país”.

Gleisi também destacou que, na avaliação do governo, houve um esforço consistente para reequilibrar as contas públicas. “Fazem questão de ignorar que este governo fez o maior esforço em décadas para equilibrar as contas públicas, levando o déficit primário a praticamente zero, reduzindo despesas desnecessárias e com arrecadação impulsionada pelo crescimento da economia”, escreveu. Para a ministra, a crítica recorrente tende a se intensificar ao longo do ano eleitoral, diante das mudanças promovidas na política tributária.

A ministra afirmou ainda que a atual gestão enfrenta “a injustiça tributária e social, tirando imposto das costas dos trabalhadores e cobrando de quem é muito rico e pagava pouco ou quase nada”. Em sua avaliação, os resultados econômicos explicam a resistência de setores críticos ao governo: “O governo Lula fez o país voltar a crescer, combatendo a inflação, gerando milhões de empregos, aumentando o salário dos trabalhadores e a renda das famílias. É com isso que eles não se conformam”.

A reportagem citada por Gleisi sustenta que dois órgãos públicos de pesquisa consideram insustentável a política de gastos do terceiro mandato de Lula. O texto aponta que, apesar do aumento da massa de rendimentos do trabalho e do bem-estar desde 2023, as despesas superiores às receitas estariam pressionando a máquina pública, com reflexos sobre serviços cotidianos. O jornal também menciona projeções de aumento da relação dívida/PIB ao longo do atual governo.

Procurado pelo jornal, o Ministério da Fazenda contestou a leitura de crise fiscal e afirmou cumprir os limites do arcabouço fiscal. Em nota reproduzida na reportagem, a pasta declarou que “o termo ‘crise fiscal’ é equivocado” e que a meta de resultado primário de 2024 foi alcançada, além de ressaltar que o déficit primário acumulado no governo Lula 3 deve ser significativamente menor do que no período anterior.

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