Internautas detonam Tabata Amaral por apresentar projeto sobre antissemitismo
Nas redes sociais, lideranças e usuários acusam a deputada de tentar criminalizar críticas a Israel. O projeto usa definição da IHRA como base conceitual
247 - O Projeto de Lei nº 1.424, de 2026, apresentado pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que define o conceito de antissemitismo com base nos critérios estabelecidos pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), desencadeou uma avalanche de reações negativas nas redes sociais. Lideranças contrárias à proposta denunciam que o texto abre caminho para a criminalização de críticas ao Estado de Israel — país denunciado pela África do Sul pelo crime de genocídio contra palestinos na Faixa de Gaza, no final de 2023.
Segundo o 247, o nome de Tabata Amaral tornou-se um dos assuntos mais comentados no X, antiga plataforma Twitter, à medida que perfis e figuras públicas se mobilizaram contra a iniciativa legislativa. As críticas concentraram-se na alegação de que o projeto, ao adotar a definição da IHRA, poderia ser instrumentalizado para silenciar vozes que se opõem às ações militares israelenses nos territórios palestinos.
Entre os que se manifestaram, o jornalista Breno Altman foi direto em sua crítica: "Não se envergonham de serem cúmplices do Estado genocida de Israel?", escreveu em sua conta na plataforma. O perfil Sou Palestina classificou a proposta como "um escárnio contra os direitos humanos do povo palestino e de todos os povos agredidos pelo estado terrorista e genocida de 'Israel'".
Outro usuário dirigiu-se diretamente à deputada com tom de confronto: "Tabata Amaral, qual é o teu negócio? O nome do teu sócio? Te manca, minha filha! O Lula foi o primeiro a criticar Israel e não vai ser calado com esse seu projeto sórdido de quem joga no time da extrema direita!! Nós vamos continuar a crítica, sim!"
A repercussão negativa do projeto ocorre em um momento de acirramento do debate sobre o conflito no Oriente Médio e sobre os limites entre críticas políticas legítimas a governos estrangeiros e manifestações de cunho discriminatório.
A proposta de Tabata Amaral integra um movimento internacional de países que buscam incorporar a definição da IHRA em seus ordenamentos jurídicos, mas enfrenta resistência de setores que enxergam na iniciativa um risco à liberdade de expressão e à solidariedade com a causa palestina.