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Jones Manoel vai processar Mario Frias: “não podemos perder a capacidade de indignação”

Alvo de racismo do secretário do governo Bolsonaro, Mario Frias, o professor e historiador diz que o que existe hoje no Brasil é “um esgoto fascista, e por consequência racista, que veio a público e quer lutar pelo 'direito' de ser racista na esfera pública”

Jones Manoel (Foto: Arquivo pessoal)

247 - O professor e historiador Jones Manoel afirmou que irá processar o secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro, Mario Frias, após ter sido alvo de um comentário racista de Frias no Twitter.

Ao comentar uma postagem de Jones de que já havia comprado fogos diante da notícia de que Jair Bolsonaro havia sido transferido de Brasília para São Paulo, o secretário escreveu: “Realmente eu não sei. Mas se eu soubesse diria que ele precisa de um bom banho”.

“Tenho uma reunião ainda hoje com advogados do partido que integro, o PCB [Partido Comunista Brasileiro] para traçar uma estratégia judicial. Prestaremos queixa e entraremos com um processo contra o secretário”, disse Jones em entrevista à página Splash, do UOL. “Não podemos perder a capacidade de indignação, mas não fiquei surpreso”, comentou o militante e youtuber comunista.

Depois da publicação racista de Mario Frias, o Twitter puniu o secretário, deletando sua postagem. E diversas pessoas foram às redes em solidariedade a Jones Manoel.

“O que chama a atenção é que no Brasil existe um discurso —que considero equivocado — de polarização. O que existe é um esgoto fascista, e por consequência racista, que veio a público e quer lutar pelo 'direito' de ser racista na esfera pública. O Mario Frias faz parte disso. Ele integra um governo racista”, disse ainda Jones Manoel na entrevista.

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