"O Brasil hoje fede a Bolsonaro", diz Hildegard Angel

"Se fosse cheiro de esterco era bom. Mas não. É cheiro de bosta mesmo, dessa família que assim se parece", afirmou a jornalista em longo desabafo na TV 247

www.brasil247.com - Hildegard Angel e Jair Bolsonaro
Hildegard Angel e Jair Bolsonaro (Foto: Ederson Casartelli | Alan Santos/PR)


247 - A renomada jornalista Hildegard Angel fez um longo desabafo neste domingo (26) no Bom Dia 247, na TV 247, esbravejando contra a normalização do governo Jair Bolsonaro (PL).

A partir do escândalo de corrupção no MEC, que, segundo investigações da Polícia Federal, consistia em um esquema de propinas comandado pelo ex-ministro da Educação Milton Ribeiro em troca da liberação de recursos da pasta, a jornalista chamou atenção para a roubalheira "a céu aberto" que acontece sob o nariz de Bolsonaro.

Por falar em nariz, a jornalista declarou que o Brasil atualmente fede a Bolsonaro, a "bosta". "O odor do Brasil está fétido. Não é cheiro de excremento, é cheiro de Bolsonaro, que é muito pior. É cheiro dessa família. E eles foram ungidos aos céus, ao paraíso, pela Fiesp, com leniência do STF, pelo Judiciário, pelos grandes bancos, pelo mercado financeiro, pelas famílias 'de bem', pelos evangélicos e, sobretudo, pelos católicos. O que é isso? A grande mídia nos enfiou pela goela, pela garganta profunda do Brasil esse veneno chamado Bolsonaro, embalado em transgênicos. O que é isso? Vamos abrir nossos olhos. Não podemos encarar de forma passiva o escândalo que explodiu, está aí. Até a mulher do Milton Ribeiro recebeu R$ 50 mil. Que história é essa? Vamos ficar achando que agora caímos na rotina dos absurdos do Bolsonaro?" 

"Isso é um roubo a céu aberto, aquele céu do Planalto, aquele céu azul sem fim. Está fedendo. Isso está nos apertando a garganta. Nós somos aquela republiqueta de bananas que foi a republiqueta dos Trujilo nos anos 40, 50. Regredimos até lá em termos de moral, porque agora o roubo é escancarado. E você vê que o Moro, o paladino da justiça brasileira, se aliou a essa gente, gente de quinta classe que se aboletou no Palácio do Planalto colecionando mansões enquanto eles desativam o Minha Casa, Minha Vida. Que ódio eles têm dos pobres! Que ódio! Quem é que serve o seu cafezinho no Palácio? É pobre! Quem é que dirige o seu carro oficial? É pobre! E a família da Michelle [Bolsonaro]? Paupérrima. Não tem consideração nem pela origem da sua mulher. Que gente é essa? Que gente detestável é essa? Que nojo! Que repúdio! Que repugnância! Não dá para respirar. Se fosse cheiro de esterco era bom, porque o esterco, de cavalo, de boi, tem um cheiro interessante, revigora memórias afetivas, agradáveis, de campo, de fazenda. Mas não. É cheiro de bosta mesmo, dessa família que assim se parece. Depois da morte do Bruno e do Dom e depois do assassinato dos indígenas, filmado lá no Mato Grosso do Sul, se isso não explodir agora, morreremos todos. Se não morrermos fisicamente, morreremos fisicamente, eticamente, a nossa dignidade. Não podemos permitir que roubem a merenda das crianças, os livros, as cartilhas escolares, o reboco da escola. O que é isso, gente? Vamos acordar. a UFRJ vai fechar em setembro porque não vai ter dinheiro. O SUS está totalmente depreciado porque querem privatizar, querem entregar nossos equipamentos, nossos hospitais para as redes dos grandes hospitais. O que é isso? Nós temos que reagir. Isso não é entretenimento! Nós não fazemos jornalismo de entretenimento. É essa minha raiva", concluiu Hildegard.

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