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"O novo ataque de Trump ao Irã abre grandes riscos globais", diz analista da Reuters

Análise de George Hay, da Reuters, aponta instabilidade no Oiente Médio e possíveis impactos na inflação global

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 20 de fevereiro de 2026 (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)

247 - O novo ataque dos Estados Unidos ao Irã abriu uma fase de riscos elevados para o Oriente Médio e para a economia mundial. A avaliação é do editor da Reuters, George Hay, em artigo publicado pela agência.

No texto intitulado “Trump’s new Iran attack opens up big global risks”, George Hay sustenta que o presidente Donald Trump, finalmente revelou sua estratégia em relação ao Irã “um punho cerrado”. Após semanas de ameaças e retórica crescente, Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, autorizaram grandes ataques aéreos contra lideranças iranianas na manhã deste sábado (28).

Segundo a análise, tanto para a região do Golfo quanto para a economia global, os ataques e a resposta de Teerã criam “uma nova realidade preocupantemente instável e sem prazo definido”.

Trump vinha vinculando a possibilidade de um ataque às negociações destinadas a restringir as capacidades nucleares iranianas. No entanto, na manhã de sábado, apresentou uma justificativa mais ampla para o conflito, baseada nos 47 anos de hostilidade da República Islâmica em relação aos Estados Unidos e na necessidade de impedir que o país obtenha uma arma atômica.

Em mensagem publicada nas redes sociais, o presidente norte-americano afirmou: “A hora da sua liberdade está próxima”. Em outro trecho, declarou: “When we are finished, take over your government. It will be yours to take. This will be probably your only chance for generations.”

O Irã respondeu lançando mísseis contra Israel e contra aliados dos Estados Unidos no Golfo, como Bahrain, Qatar e Emirados Árabes. A Guarda Revolucionária declarou que todas as bases e interesses norte-americanos na região estão ao alcance de seus ataques.

George Hay ressalta que há poucos precedentes históricos de ataques aéreos estrangeiros capazes de desencadear uma revolta popular que derrube regimes estabelecidos. Também é incerto se a Guarda Revolucionária Islâmica aceitaria um líder substituto ou se qualquer novo governo seria menos hostil aos Estados Unidos. O artigo destaca ainda que Trump não buscou aprovação do Congresso antes da ofensiva.

Os efeitos econômicos podem ser significativos caso o conflito afete o fornecimento de petróleo. Com o barril já em torno de 72 dólares, esse cenário poderia elevar os preços de forma acentuada e pressionar a inflação global, forçando bancos centrais a manter juros elevados por mais tempo. 

Para George Hay, embora ainda exista a possibilidade de recuo por parte dos dois lados, os custos da decisão são mais evidentes do que os benefícios.

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