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'Uma gota d'água em um oceano de estelionato contra a saúde', diz Drauzio Varella sobre decisão da Meta

Segundo a empresa, golpistas recorrem a tecnologias de ‘deepfake’ para simular a participação de figuras públicas em supostas recomendações de produtos

Meta e Drauzio Varella (Foto: Dado Ruvic/Reuters I Divulgação)

247 - A Meta, controladora do Instagram, Facebook e WhatsApp, anunciou nesta quinta-feira (26) que ingressará na Justiça contra esquemas que utilizam indevidamente imagens e vozes manipuladas de celebridades e influenciadores em anúncios fraudulentos no Brasil. Entre os nomes afetados está o médico Drauzio Varella. Os relatos foram publicados no jornal O Globo.

De acordo com o comunicado da empresa, os golpistas estariam recorrendo a tecnologias de ‘deepfake’ para simular a participação dessas figuras públicas em supostas recomendações de produtos e tratamentos. O objetivo seria induzir usuários a clicar em anúncios que direcionam para páginas falsas, onde são solicitadas informações pessoais ou transferências de dinheiro.

Drauzio Varella reagiu de forma crítica à iniciativa. Para o oncologista, a decisão da plataforma tem alcance limitado diante da dimensão do problema. Ele classificou a medida como “uma gota d´água em um oceano de estelionato contra a saúde pública” e afirmou que recebe a informação da Meta “como uma migalha”.

O médico relatou que o uso indevido de sua imagem ocorre de maneira recorrente. “Eles vão processar uma empresa? São centenas que usam o meu nome e a minha imagem divulgando informações médicas falsas. Eu recebo mensagens quase que diariamente sobre alguém que usou um medicamento fraudulento que ‘eu recomendei’, sendo que não fui eu”, afirmou.

Na avaliação de Drauzio, a responsabilidade das plataformas vai além da simples retirada pontual de conteúdos. “Eles são sócios da fraude. Eles ganham bilhões para realizar essa divulgação e fazer com que o vídeo chegue na maior quantidade de pessoas possíveis”, declarou.

Segundo a Meta, os anúncios fraudulentos simulam depoimentos ou recomendações médicas por meio de vídeos manipulados digitalmente, criando a impressão de que personalidades conhecidas estariam endossando determinados produtos. A estratégia, conforme descrito pela empresa, tem sido utilizada para ampliar o alcance das campanhas enganosas e aumentar a taxa de cliques.

O caso reacende o debate sobre a responsabilidade das plataformas digitais na moderação de conteúdos patrocinados e no combate a golpes que exploram a credibilidade de profissionais da saúde. A ação judicial anunciada pela Meta busca atingir os responsáveis pelos esquemas, enquanto personalidades afetadas seguem cobrando medidas mais amplas para conter a disseminação de anúncios fraudulentos nas redes sociais.

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