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Agressão de Israel destrói última ponte sobre rio no sul do Líbano e compromete mobilidade e assistência humanitária

Exército israelense atacou a última ligação entre o sul do território libanês e o restante do país árabe

A ponte Qasmiyeh danificada sobre o rio Litani, após ser atingida por um ataque israelense no sul do Líbano em 18 de março (Foto: Foto tirada com telefone celular. REUTERS/Ali Hankir/Arquiv)

247 - O Exército de Israel realizou, nesta quinta-feira (16), ataques aéreos que destruíram a ponte Qasmiyeh, última ligação sobre o rio Litani entre o sul do Líbano e o restante do país. De acordo com a mídia estatal libanesa, a agressão deixou dezenas de milhares de pessoas isoladas, comprometendo o acesso a serviços essenciais e à ajuda humanitária na região. A ponte conectava áreas estratégicas, incluindo as cidades de Sidon e Tiro, informa a CNN Brasil.

As forças israelenses executaram “dois ataques aéreos consecutivos” que resultaram na destruição completa da estrutura. Antes disso, um drone já havia realizado outros ataques nas proximidades da ponte. Imagens registradas após a ofensiva mostram grandes explosões e nuvens densas de fumaça se espalhando pela área. A região afetada inclui áreas rurais e rotas utilizadas para o transporte de suprimentos e o deslocamento da população civil.

Infraestrutura atingida e impactos humanitários

Relatório da Human Rights Watch aponta que, entre 12 de março e 8 de abril, as forças israelenses destruíram ou danificaram as principais pontes que conectavam o sul do Líbano ao restante do território. Até 10 de abril, a ponte Qasmiyeh era a última travessia operacional relevante.

A organização afirmou que os ataques reduziram significativamente a mobilidade de civis e dificultaram a atuação de serviços públicos, hospitais e entidades humanitárias. Segundo o relatório, a destruição da infraestrutura limita o acesso a alimentos, atendimento médico e assistência emergencial.

O Exército de Israel afirmou que “não tinham como alvo” a ponte, mas declarou que ataques foram realizados nas imediações. Nos últimos dias, Israel ampliou as agressões militares no sul do Líbano. Na quarta-feira (15), o chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, determinou que áreas ao sul do rio Litani se tornem uma “zona proibida para operativos do Hezbollah”.

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