Hezbollah propõe cessar-fogo com duração de sete dias a Israel
Gabinete do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu vai analisar proposta em meio ao cenário das agressões israelenses ao Líbano
247 - O Hezbollah propôs um cessar-fogo de uma semana a Israel, com início previsto para quinta-feira (16). A proposta foi divulgada pela emissora Al-Mayadeen, ligada ao grupo libanês, e será analisada pelo gabinete do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu. As informações são do jornal Folha de São Paulo.
A iniciativa ocorre em meio a um cenário de intensificação das agressões de Israel no sul do Líbano, região onde o Estado sionista busca estabelecer uma zona tampão próxima à sua fronteira, estendendo-se até o rio Litani. O governo israelense indicou que pretende manter posições no território, mesmo diante da possibilidade de trégua.
Contexto da proposta
De acordo com a emissora Al-Mayadeen, a proposta de cessar-fogo teria sido motivada por pressão do Irã, aliado do Hezbollah. Teerã busca ampliar o prazo de sua própria trégua com os Estados Unidos, em meio às negociações em curso após o conflito iniciado no fim de fevereiro.
O prazo estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para um acordo termina na próxima terça-feira (21). O Irã tenta estender esse período, enquanto as negociações envolvem temas como o programa nuclear iraniano e a navegação no estreito de Hormuz.
Combates e negociações
Mesmo com a proposta, os confrontos continuam. Nesta quarta-feira (15), houve registros de mortes no Líbano e ataques retaliatórios com foguetes e drones contra Israel. Paralelamente, Israel iniciou negociações diretas com o governo libanês, mediadas pelos Estados Unidos, sem a participação do Hezbollah. A primeira rodada ocorreu na terça-feira (14), em Washington.
O grupo libanês criticou as conversas conduzidas sem sua presença. Um de seus representantes afirmou que negociações nessas condições podem fracassar e gerar novos conflitos internos no Líbano.
Histórico e cenário atual
O Hezbollah, fundado em 1982, permanece como uma das principais forças militares do Líbano, além de atuar politicamente no Parlamento. Desde o início do atual conflito, Israel realizou milhares de ataques genocidas contra o território libanês, resultando em graves danos à infraestrutura e à população do país árabe.
A eventual trégua também ocorre em um contexto de negociações mais amplas envolvendo o Irã, Israel e os Estados Unidos, com impactos diretos na dinâmica de segurança no Oriente Médio.


