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Ataque a hospital no Sudão mata 64 pessoas, incluindo 13 crianças, agravando a crise humanitária no país

Conflito iniciado em 2023 deixa dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados

Uma menina refugiada sudanesa de al-Fashir - 23 de novembro de 2025 (Foto: REUTERS/Amr Abdallah Dalsh/Foto de arquivo)

247- Um ataque a um hospital no Sudão deixou 64 mortos, entre eles 13 crianças, informou neste sábado (21) a Organização Mundial da Saúde (OMS). A informação foi divulgada pelo órgão em publicação no X, rede social oficial da entidade, destacando que o conflito no país africano, iniciado em abril de 2023, se transformou em uma grave crise humanitária.

Segundo a AFP, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o órgão "verificou mais um ataque contra a assistência de saúde no Sudão. Desta vez, o Hospital de Ensino El-Daein, na capital de Darfur Oriental, el-Daein, foi atacado, matando pelo menos 64 pessoas, incluindo 13 crianças, duas enfermeiras, um médico e vários pacientes".

Impacto sobre profissionais e infraestrutura

O ataque deixou ainda 89 feridos, incluindo oito profissionais de saúde, e causou danos nos departamentos de pediatria, maternidade e emergência da unidade hospitalar. O escritório humanitário da ONU no Sudão já havia manifestado preocupação e condenação pelo incidente, ressaltando que o ataque resultou em múltiplas mortes e ferimentos, incluindo de crianças.

De acordo com o grupo sudanês de direitos humanos Emergency Lawyers, que documenta violações durante a guerra entre o exército do Sudão e as Forças de Apoio Rápido (FAR), o ataque foi conduzido pelas tropas do exército, atingindo diretamente o Hospital de Ensino El-Daein. Desde 2023, o conflito deixou dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados, configurando o que a ONU classifica como "a pior crise humanitária do mundo".

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