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Ataques de Israel matam 31 no sul do Líbano

Agressão israelense amplia deslocamento em meio à expansão militar e à crise do cessar-fogo

Israel ataca o Sul do Líbano (Foto: Reuters)
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247 - Ataques de Israel matam 31 no sul do Líbano, em uma nova escalada que deixou ainda 40 feridos na terça-feira (26), segundo autoridades libanesas. .

De acordo com a Al Jazeera, as forças israelenses intensificaram bombardeios e emitiram dezenas de ordens de deslocamento forçado para cidades e vilarejos no sul e no leste do Líbano, enquanto relatos locais apontam pânico entre moradores que deixavam suas casas diante do avanço de operações terrestres israelenses em território libanês.

A nova onda de ataques ocorre em um momento de forte deterioração do cessar-fogo. A Associated Press informou que, apesar de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em vigor desde abril, os confrontos prosseguem, com bombardeios israelenses, avanços militares no sul do Líbano e ataques do Hezbollah contra posições israelenses.

Tropas israelenses avançaram em áreas próximas ao rio Litani, região estratégica no sul libanês, enquanto ataques também atingiram o Vale do Bekaa, no leste do país. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que as operações seriam intensificadas até a eliminação do que Israel considera ameaça às cidades do norte do país.

Balanço de mortos inclui mulheres e crianças

A Al-Monitor, com base em dados do Ministério da Saúde do Líbano, informou que os 31 mortos nos ataques de terça-feira incluem ao menos quatro crianças e três mulheres. A mesma apuração aponta que os bombardeios ocorreram enquanto Israel afirmava ampliar suas operações terrestres, e o Hezbollah dizia enfrentar tropas israelenses na localidade de Zawtar al-Sharqiyah, no sul libanês.

A imprensa internacional também registrou que o dia foi um dos mais pesados em semanas para o Líbano. O Guardian relatou mais de 120 ataques aéreos israelenses contra áreas do país, com vítimas civis em localidades como Burj al-Shamali, em meio ao agravamento da crise humanitária e militar.

Ordens de deslocamento ampliam crise humanitária

As ordens de deslocamento emitidas por Israel têm agravado uma crise já profunda no Líbano. O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários informou, em relatório de maio, que novas ordens de deslocamento atingiram 27 localidades, principalmente no sul do país, provocando novas ondas de fuga da população civil.

O mesmo relatório da OCHA apontou que ataques contra serviços de saúde continuam sendo registrados no Líbano, com mortes e feridos entre trabalhadores da área. A ONU advertiu que os riscos para equipes de emergência e profissionais de saúde seguem elevados em meio à expansão das hostilidades.

A crise se soma ao impacto acumulado desde o início da atual escalada, em 2 de março. Segundo a Al Jazeera, o Ministério da Saúde do Líbano registra 3.213 mortos e 9.737 feridos desde essa data.

Cessar-fogo sob pressão

A ofensiva ocorre apesar de iniciativas diplomáticas para conter a guerra. A SBS informou que Israel e Líbano haviam concordado, sob mediação dos Estados Unidos, em uma extensão de 45 dias do cessar-fogo, após conversas em Washington voltadas a evitar uma escalada mais ampla.

Na prática, porém, os ataques e confrontos persistem. A AP informou que autoridades norte-americanas atribuem parte do impasse à continuidade das ações do Hezbollah, enquanto o governo libanês busca um cessar-fogo permanente e a retirada israelense por meio de novas negociações.

Israel afirma que suas operações têm como alvo posições, infraestrutura e combatentes do Hezbollah. Autoridades libanesas e organismos internacionais, por outro lado, apontam o impacto crescente sobre civis, serviços de saúde e comunidades deslocadas no sul e no leste do país.

A intensificação dos ataques no sul do Líbano aumenta o temor de uma ofensiva mais ampla e aprofunda a instabilidade regional, em um cenário marcado por deslocamento forçado, destruição de infraestrutura e fragilidade das negociações em torno do cessar-fogo.

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