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Avião presidencial de Trump apresenta problemas técnicos e dá meia volta antes de seguir para Davos

Problema foi detectado cerca de 30 minutos após a decolagem, e o presidente dos Estados Unidos seguiu viagem em outra aeronave

Trump e o Air Force One (Foto: Reuters)

247 - O avião que transportava o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, precisou retornar à Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, após a identificação de um problema elétrico meia hora depois da decolagem. A aeronave seguia para a Suíça, onde o chefe da Casa Branca participaria do Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Reportagem do G1 cita um comunicado oficial da Casa Branca detalhando o ocorrido. Segundo o texto, a falha foi detectada aproximadamente 30 minutos após a saída do avião, levando a tripulação a adotar medidas preventivas.

Em nota oficial, a Casa Branca explicou a decisão de interromper o voo. “Após a decolagem, a tripulação do Air Force One identificou um pequeno problema elétrico. Por excesso de cautela, a aeronave está retornando à Base Conjunta Andrews. O presidente e sua equipe embarcarão em outro avião e seguirão viagem para a Suíça”, informou o comunicado.

O pouso ocorreu em segurança por volta da 1h10, no horário de Brasília, informa a Reuters. Cerca de duas horas depois da decolagem inicial, por volta das 2h, Trump deixou a base aérea em um avião menor para dar continuidade à viagem rumo à Europa.

O episódio se soma a outros incidentes já registrados envolvendo aeronaves da frota presidencial dos Estados Unidos. Em 2011, o Air Force One abortou um pouso devido às condições climáticas adversas durante um voo que levava o então presidente Barack Obama a um evento em Connecticut. No ano seguinte, o Air Force Two, que transportava o então vice-presidente Joe Biden, foi atingido por pássaros na Califórnia, mas conseguiu aterrissar sem intercorrências.

O termo Air Force One é utilizado para designar qualquer aeronave da Força Aérea dos Estados Unidos que esteja transportando o presidente. Na prática, a denominação é associada aos dois aviões Boeing 747-200B adaptados para a função, identificados pelos códigos de cauda 28000 e 29000, cuja designação oficial é VC-25A.

Essas aeronaves contam com sistemas avançados de comunicação segura, proteção reforçada contra pulsos eletromagnéticos e capacidade de reabastecimento em voo, o que permite alcance global sem restrições. O interior possui 372 metros quadrados distribuídos em três andares, incluindo uma suíte presidencial, salas de reunião, uma ala médica preparada para emergências e cozinhas capazes de servir refeições para até 100 pessoas simultaneamente.

Além do presidente, o Air Force One transporta assessores, agentes do Serviço Secreto, jornalistas e convidados. A operação é conduzida pelo Grupo de Transporte Aéreo Presidencial, ligado ao Escritório Militar da Casa Branca, unidade criada em 1944 e responsável por diferentes modelos de aeronaves ao longo das décadas, até a incorporação da frota atual em 1990.

Donald Trump tem feito críticas frequentes ao uso dos Boeing 747-200B. Durante seu primeiro mandato, o governo renegociou com a Boeing um contrato para a compra de dois novos modelos 747-8, embora a previsão seja de que essas aeronaves não estejam prontas antes do término de seu segundo mandato.

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