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Bombardeios israelenses atingem moradias e ampliam sofrimento da população de Gaza

Novos bombardeios vêm atingindo áreas residenciais da Cidade de Gaza durante as madrugadas, destruindo casas e deixando mortos e dezenas de feridos

Ataque israelense no campo de refugiados de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza - 19 de maio de 2026 (Foto: REUTERS/Ebrahim Hajjaj)
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247 - Novos ataques israelenses vêm atingindo diferentes pontos da Cidade de Gaza durante as madrugadas, provocando mortes, feridos e destruição em áreas residenciais. Segundo relatos locais, bombardeios israelenses ocorreram simultaneamente por volta das 3h da manhã, atingindo casas e apartamentos nos bairros de Al-Sheikh Radwan, Tel Al-Hawa, Al-Muhabarat e no campo de refugiados de Al-Shate, ao longo da última semana. 

A reportagem é da jornalista Huda Hegazi, da Faixa de Gaza, para a teleSUR.

Um morador ferido no ataque e testemunha ocular descreveu o impacto dos bombardeios sobre a população civil. "Esta noite fomos surpreendidos por um bombardeio israelense que atingiu nossa residência. Entre as vítimas havia crianças, jovens, mulheres e idosos. Todos eles foram atingidos por esta guerra. Eram pessoas sem culpa, civis inocentes. Que culpa têm as crianças em tudo isso? Considero o que aconteceu injustificável e faço um apelo para que a população civil seja protegida."

Os ataques deixaram mais de uma dezena de mortos e dezenas de feridos, além de extensos danos materiais. Equipes de resgate e moradores passaram horas removendo escombros em busca de vítimas e auxiliando sobreviventes.

Walid Sbeir, familiar de uma das vítimas fatais, afirmou que a guerra continua afetando diariamente a população do enclave palestino.

"A guerra não terminou. Ela continua em curso. Por isso, quando alguns dizem que a guerra acabou em Gaza, respondemos que não. A guerra não parou; ela continua. Todos os dias seguem existindo vítimas. Somente esta noite houve dez mortos, e antes deles houve outros, e antes outros mais: dezenas de pessoas perderam a vida. Por isso, pedimos que o que acontece em Gaza não seja ignorado e que se aja para pôr fim a esta situação e proteger a população civil."

Outro familiar de vítima relatou o cenário vivido pelos moradores da Faixa de Gaza diante da continuidade dos bombardeios. "Vivemos dia após dia sob bombardeios, morte, sofrimento, humilhação, ferimentos e corpos destroçados. Há pessoas mutiladas e outras assassinadas de forma brutal. O número de vítimas é indescritível, realmente não pode nem ser expresso. É um número que as pessoas sequer conseguem imaginar."

A nova escalada militar ocorre em meio ao ressurgimento de discussões sobre possíveis negociações para um cessar-fogo. Analistas acompanham os desdobramentos diplomáticos enquanto a situação humanitária segue se deteriorando.

O analista político Mohamed Abu Qamar avaliou que o aumento da intensidade dos ataques está relacionado às negociações em curso.

"As forças de ocupação estão exercendo os níveis mais intensos de pressão sobre a Faixa de Gaza, com o objetivo de obrigar o Hamas a aceitar a exigência do desarmamento, e por isso estão intensificando a situação no terreno. A intenção é que, caso as negociações comecem no início da semana, elas ocorram já com a aprovação prévia do desarmamento das facções da resistência."

As cenas de destruição voltaram a se repetir em uma cidade marcada por deslocamentos forçados, perdas humanas e uma grave crise humanitária que afeta grande parte da população.

Em seu relato final, a repórter Huda Hegazi descreveu os danos causados por um dos imóveis atingidos.

"Esta foi uma das quatro residências bombardeadas por Israel e que sacudiram a Cidade de Gaza nas primeiras horas da madrugada. Como podemos ver, está tudo destruído, e os moradores tentam compreender o que está acontecendo aqui dentro da Faixa de Gaza, enquanto os bombardeios israelenses continuam tirando vidas e matando palestinos de Gaza diariamente."


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