Embaixada dos EUA recomenda saída imediata de seus cidadãos do Líbano
Comunicado oficial menciona ambiente de segurança complexo e instável em meio ao anúncio recente de cessar-fogo entre Israel e o país árabe
247 - A Embaixada dos Estados Unidos em Beirute orientou, nesta quarta-feira (22), que cidadãos estadunidenses deixem o Líbano "enquanto ainda houver opções de voos comerciais disponíveis". O alerta foi divulgado em comunicado oficial que menciona riscos persistentes à segurança no país. As informações são do Metrópoles.
Segundo a nota, "o ambiente de segurança continua complexo e pode mudar rapidamente", mesmo após o anúncio recente de um cessar-fogo entre Israel e forças libanesas. A recomendação inclui a adoção de medidas preventivas por aqueles que optarem por permanecer no território libanês.
De acordo com o comunicado, cidadãos estadunidenses que decidirem continuar no país devem elaborar planos de contingência diante da possibilidade de emergências. A embaixada também alertou para ameaças contínuas de "terrorismo" e sequestro em todo o Líbano.
O alerta destaca que locais frequentados por estrangeiros, incluindo turistas e cidadãos dos Estados Unidos, podem se tornar "alvos potenciais". A orientação reforça a necessidade de cautela diante do cenário de instabilidade.
A recomendação ocorre poucos dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Líbano, mediado por Washington, após uma escalada de confrontos.
Apesar da trégua, episódios de violência e movimentações militares continuam sendo registrados, especialmente no sul do país. O governo libanês acusa Israel de manter agressões no território, enquanto autoridades israelenses afirmam que seguem atingindo alvos supostamente ligados ao Hezbollah.
Negociações e cenário regional
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, informou que há negociações em andamento para estender o cessar-fogo, cujo prazo atual termina no dia 26 de abril.
No mesmo dia, o governo dos Estados Unidos também orientou seus cidadãos a deixarem o Irã imediatamente. Segundo o Departamento de Estado, embora o espaço aéreo iraniano tenha sido parcialmente reaberto, permanecem riscos elevados para deslocamentos.


