Ex da modelo brasileira Amanda Ungaro vende acesso privilegiado ao governo Trump
Paolo Zampolli foi quem apresentou Melania Trump ao presidente dos Estados Unidos
247 – O empresário italiano Paolo Zampolli, ex-companheiro da modelo brasileira Amanda Ungaro, consolidou-se como uma figura central na articulação informal do governo de Donald Trump, operando como um intermediário de negócios e influência em diferentes regiões do mundo. As informações têm como base reportagem do Financial Times, que descreve sua atuação como um exemplo de “diplomacia paralela”, guiada por relações pessoais e foco em resultados imediatos.
Zampolli, que teve papel decisivo ao apresentar Melania Trump ao atual presidente dos Estados Unidos nos anos 1990, hoje ocupa o cargo de enviado especial e atua em missões internacionais nas quais interesses comerciais e diplomáticos se misturam de forma explícita. Sua trajetória reforça a fusão entre redes privadas e poder estatal no atual modelo de política externa norte-americana.
Diplomacia baseada em negócios e relações pessoais
Segundo o Financial Times, a atuação de Zampolli reflete uma lógica dominante na administração Trump: a valorização da lealdade pessoal e da capacidade de fechar negócios acima de processos institucionais tradicionais. Nesse contexto, ele encarna uma forma de diplomacia informal, centrada em conexões diretas e negociações rápidas.
Na semana passada, Zampolli esteve na Hungria ao lado do vice-presidente JD Vance, onde participou da negociação de um acordo para venda de energia nuclear. Meses antes, havia atuado no Uzbequistão promovendo a venda de aeronaves da Boeing, evidenciando sua presença ativa em mercados estratégicos.
Essa atuação simultânea em diferentes frentes comerciais e diplomáticas revela uma transformação mais ampla na política externa dos Estados Unidos, marcada pela dissolução de fronteiras históricas entre diplomacia, negócios e interesses privados.
Fusão entre Estado e interesses privados
A reportagem destaca que a presença de Zampolli em missões oficiais contribui para o enfraquecimento das distinções que tradicionalmente estruturavam a política externa norte-americana: entre o serviço público e redes privadas, entre a diplomacia clássica e a lógica de mercado.
Para críticos, esse modelo representa um risco institucional, ao permitir que decisões estratégicas sejam influenciadas por atores sem os mesmos níveis de transparência e controle. Já para aliados do governo Trump, trata-se de uma abordagem pragmática e eficiente, voltada para resultados concretos.
Zampolli, por sua vez, não vê contradição em sua atuação. Seu discurso permanece consistente, independentemente do cenário: grandes cifras, prazos curtos e uma mensagem direta sobre como obter vantagens nas negociações.
O estilo Zampolli: rapidez e impacto
De acordo com o Financial Times, o empresário adota uma retórica agressiva e simplificada nas negociações internacionais. Sua proposta costuma seguir duas linhas principais: incentivar a compra de produtos norte-americanos ou apresentar ofertas financeiras expressivas como forma de acelerar acordos.
“Buy American”, resume. Quando necessário, ele recorre a promessas de impacto imediato, como a oferta de “US$ 20 bilhões em 20 minutos”, frase que simboliza sua abordagem voltada para resultados rápidos.
Esse estilo, que mistura marketing, pressão e oportunidade, tem garantido a Zampolli espaço relevante em agendas internacionais, ao mesmo tempo em que levanta questionamentos sobre os limites entre diplomacia e negócios.
Conexões pessoais e poder político
A trajetória de Zampolli também se conecta diretamente à sua relação com o presidente Donald Trump e com Melania Trump, a quem apresentou ainda no início de sua carreira nos Estados Unidos. Esse vínculo pessoal foi fundamental para sua ascensão e consolidação como operador influente dentro do atual governo.
Seu nome também aparece em reportagens recentes envolvendo Amanda Ungaro, ex-modelo brasileira com quem manteve relacionamento e que, segundo relatos, frequentava círculos de elite internacional nos Estados Unidos, antes de ser deportada para o Brasil a mando próprio Zampolli – o que estimulou rumores de que ela denunciaria todo o esquema Zampolli, incluindo eventuais conexões com o caso de Jeffrey Epstein.
A atuação do empresário italiano, portanto, sintetiza uma mudança estrutural na forma como os Estados Unidos projetam poder no exterior — menos institucional, mais personalizada e profundamente orientada por interesses comerciais imediatos.

