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Flotilha Global Sumud parte da Turquia rumo a Gaza

Grupo com 54 embarcações e mais de 500 ativistas busca entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza

Flotilha Global Sumud (Foto: Divulgação)
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247 - A Flotilha Global Sumud parte da Turquia rumo a Gaza com um grupo de 54 embarcações e mais de 500 ativistas, de 70 nacionalidades, em uma nova tentativa de entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e romper o bloqueio naval israelense.

O anúncio foi feito na quarta-feira (13), após uma reunião no porto de Marmaris, na costa turca do Mar Egeu. Segundo a organização, a partida está prevista para esta quinta-feira, depois de parte do comboio ter sido interceptada e atacada pela Marinha israelense em águas internacionais no dia 29 de abril.

A missão humanitária havia iniciado sua jornada em 15 de abril, a partir de Barcelona, na Espanha. Depois de uma parada na Sicília, na Itália, a flotilha seguia em direção à Faixa de Gaza quando foi abordada por navios de guerra israelenses a cerca de 1.200 quilômetros do território palestino.

As forças navais israelenses abordaram e inutilizaram 22 das 58 embarcações originais. A ação deixou centenas de civis à deriva em meio à proximidade de uma tempestade, segundo os relatos apresentados pelo grupo.

Apesar da operação militar, cerca de 50 barcos conseguiram chegar ao porto de Marmaris, no sudoeste da Turquia. Desde então, os participantes começaram reparos, ajustes e preparativos para retomar a navegação em direção à costa de Gaza.

A nova etapa da viagem terá aproximadamente 800 quilômetros. O objetivo declarado da Flotilha Global Sumud é chegar ao território palestino para realizar uma ação humanitária e desafiar o bloqueio imposto à Faixa de Gaza.

Durante coletiva de imprensa transmitida pelas redes sociais, o ativista palestino-espanhol Saif Abukeshek confirmou a retomada da missão.

“Cinquenta e quatro navios, incluindo cinco de nossos colegas da Flotilha da Liberdade, com mais de 500 pessoas corajosas a bordo, partirão amanhã de Marmaris para chegar às costas de Gaza”, afirmou Abukeshek.

O ativista foi um dos 175 integrantes da flotilha capturados pelas forças israelenses durante a abordagem anterior. Os ativistas ficaram presos por 10 dias em Israel, onde foram mantidos em isolamento e sofreram torturas.

Após esse período, Abukeshek e o ativista brasileiro Thiago Ávila foram libertados e deportados no último domingo. A saída dos dois da prisão ocorreu enquanto os demais integrantes da mobilização preparavam a retomada da travessia a partir da Turquia.

A Flotilha Global Sumud afirma que a nova partida reúne embarcações do próprio grupo e também integrantes da Flotilha da Liberdade. A presença de ativistas de dezenas de países amplia o caráter internacional da mobilização, que busca chamar atenção para a situação humanitária na Faixa de Gaza.

Para os organizadores, a retomada da viagem representa a continuidade da missão interrompida pela ação israelense em águas internacionais.

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