Flotilha Global Sumud zarpa rumo a Gaza para romper bloqueio israelense
Missão com dezenas de navios e ativistas de 70 países parte da Espanha para levar ajuda humanitária aos palestinos
247 - A Flotilha Global Sumud iniciou nesta semana uma nova missão internacional com destino à Faixa de Gaza, reunindo embarcações e ativistas de diversas partes do mundo com o objetivo de desafiar o bloqueio naval imposto por Israel e entregar ajuda humanitária à população palestina. A iniciativa mobiliza organizações civis e busca recolocar o conflito no centro do debate global.
De acordo com informações divulgadas pela Telesur, a expedição partiu de Barcelona, na Espanha, após atraso provocado por condições meteorológicas adversas. A operação reúne inicialmente 39 navios, com expectativa de alcançar cerca de 70 embarcações e mais de mil participantes de 70 nacionalidades ao longo do trajeto.
A saída foi marcada por manifestações de apoio à causa palestina. Tripulantes embarcaram levando bandeiras e, ao se despedirem do público no porto, levantaram os punhos e gritaram “Palestina Livre”. Os navios deixaram o Porto Fòrum em etapas e seguem agora em direção à Sicília, na Itália, onde novas delegações devem se juntar ao comboio.
A flotilha conta com o apoio de organizações conhecidas internacionalmente, como a ONG Proactiva Open Arms, liderada por Òscar Camps, e o navio Arctic Sunrise, da Greenpeace. Esta é a segunda tentativa de uma missão desse tipo a partir da capital catalã, após uma iniciativa semelhante em 2025.
Objetivos e contexto da missão
Segundo os organizadores, a ação busca não apenas levar alimentos e suprimentos médicos diretamente à população civil em Gaza, mas também denunciar violações de direitos humanos e pressionar governos a agir em defesa do direito internacional. A iniciativa ocorre em meio ao agravamento da situação humanitária no território palestino.
O porta-voz da flotilha, Saif Abukeshek, classificou a missão como uma resposta civil às ações militares na região. Ele afirmou que “Israel e os Estados Unidos violam sistematicamente os direitos humanos no Oriente Médio”, relacionando essas ações também a outros conflitos na região. Abukeshek acrescentou que Israel continuou bombardeando o território libanês mesmo durante períodos de cessar-fogo.
Em relação à Faixa de Gaza, o porta-voz denunciou que mais de 738 palestinos foram mortos durante um cessar-fogo iniciado em outubro de 2025, apontando uma deterioração contínua das condições de segurança e assistência humanitária.


