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Gleisi culpa clã Bolsonaro por novo tarifaço dos EUA: “Traidores da pátria, do povo brasileiro”

Ex-ministra afirma que o tarifaço dos EUA mira o Pix e acusa Eduardo Bolsonaro de atuar contra o Brasill

Gleisi Hoffmann (Foto: Gil Ferreira/SRI)
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247 - A ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), reagiu à proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras e afirmou que o tarifaço dos EUA mira o Pix, acusando Eduardo Bolsonaro de atuar contra o Brasil. 

A declaração ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, propor uma tarifa de 25% contra todos os produtos importados do Brasil, em uma investigação que inclui comércio digital, etanol, propriedade intelectual, serviços de pagamento eletrônico e desmatamento ilegal.

Gleisi relacionou a ofensiva comercial norte-americana às articulações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e afirmou que uma das justificativas apresentadas envolve políticas brasileiras que favoreceriam empresas nacionais de pagamento eletrônico em relação a concorrentes americanas.

“O novo tarifaço americano, resultado das articulações de Eduardo Bolsonaro nos EUA contra o Brasil, tem como uma das principais justificativas que políticas brasileiras favorecem empresas nacionais de pagamento eletrônico em detrimento de concorrentes americanas - leia-se o PIX”, afirmou Gleisi.

A ministra defendeu o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos e disse que o país não deve aceitar pressões externas para beneficiar empresas de cartões dos Estados Unidos.

“O Brasil não pode e não vai ceder nada no Pix para as empresas americanas ficarem cobrando as taxas caríssimas dos cartões. O PIX é nosso, veio pra ficar e vamos defender essa conquista para o povo brasileiro”, declarou.

Gleisi também elevou o tom contra a família Bolsonaro ao classificar a atuação política contra interesses brasileiros como crime contra o país.

“É criminoso o que os Bolsonaros fazem contra o Brasil. Traidores da pátria, do povo brasileiro”, afirmou.

A proposta do USTR foi divulgada no fim da noite de segunda-feira, 1º de junho, e prevê exceções para produtos enquadrados nas chamadas tarifas de segurança nacional. Entre os itens que ficariam fora das tarifas punitivas estão carne bovina, café, certas frutas e nozes, especiarias, petróleo e minérios metálicos.

Segundo o documento, o governo dos Estados Unidos sustenta que determinadas políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, aos serviços de pagamento eletrônico, a tarifas preferenciais, à proteção da propriedade intelectual, ao mercado de etanol e ao combate ao desmatamento ilegal poderiam ser questionadas com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.

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