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Governo Trump comunica Congresso sobre ofensiva contra Maduro

Governo dos EUA cita Artigo II da Constituição, que afirma que Trump é o comandante-chefe das Forças Armadas, para justificar ação militar na Venezuela

Presidente dos EUA, Donald Trump 07/10/2025 (Foto: Evelyn Hockstein/Reuters)

247- A administração de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, iniciou a comunicação com lideranças do Congresso e comissões estratégicas após a realização de uma operação militar na Venezuela que envolveu o presidente Nicolás Maduro. Segundo a CNN Brasil, a Casa Branca fundamentou a iniciativa no Artigo II da Constituição dos Estados Unidos, dispositivo que estabelece o presidente como comandante-chefe das Forças Armadas norte-americanas.

Base legal e comunicação com o Congresso

De acordo com o governo, a operação estaria amparada pelas prerrogativas constitucionais do chefe do Executivo. Em ações militares anteriores, presidentes dos Estados Unidos notificaram o Congresso antes do início das operações, mas, em alguns episódios recentes envolvendo o governo de Donald Trump, essa comunicação ocorreu apenas posteriormente.

Relatos no Capitólio e posição do Departamento de Estado

Na manhã de sábado (3), o senador republicano Mike Lee, do estado de Utah, afirmou em suas redes sociais que conversou com o secretário de Estado, Marco Rubio. Segundo o parlamentar, Rubio explicou que a ação teve como objetivo proteger cidadãos e militares estadunidenses envolvidos na tentativa de prender Maduro e que a operação foi considerada legal à luz do Artigo II da Constituição.

Em entrevista concedida anteriormente à revista Vanity Fair, a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, havia declarado que eventuais ataques dos Estados Unidos na Venezuela dependeriam de aprovação do Congresso, ressaltando a importância do respaldo institucional.

Impactos da operação em Caracas

Relatos de testemunhas e de equipes jornalísticas indicaram explosões, colunas de fumaça e o intenso sobrevoo de aeronaves sobre Caracas por cerca de 90 minutos. Em cidades costeiras, moradores descreveram o céu avermelhado e tremores no solo durante os ataques. Diversas áreas da capital venezuelana também registraram interrupções no fornecimento de energia elétrica logo após o início da ofensiva.

Restrições aéreas e reação da Casa Branca

Paralelamente às ações militares, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos determinou a proibição de voos de aeronaves americanas no espaço aéreo da Venezuela, citando riscos de segurança associados à atividade militar em curso.

Donald Trump classificou a ação como uma “operação brilhante” e anunciou a realização de uma coletiva de imprensa na Flórida para apresentar detalhes adicionais sobre a operação e seus desdobramentos diplomáticos e militares.

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